The Journey – Grand Canyon – Marble Canyon

March 26, 2010

Cheguei em Williams de noite, estava um frio absurdo. Foi uma surpresa, depois de horas dirigindo no meio do deserto, (por esse e por muitos outros motivos) ter encontrado NEVE no meio do caminho!

Assim como o Cido, eu também nunca tinha visto neve. Quando vimos ela ali, do nosso lado, não deu para segurar né? Paramos o carro no meio do nada no acostamento da freeway, aquele frio do deserto, uma Lua incrível, e fomos correndo pisar na neve. Parecia duas crianças com brinquedo novo. Peguei um pouco na mão, mas estava congelante! Tirei umas fotos rápidas e combinei com ele que na manhã seguinte tiraríamos mais fotos.

Então quando acordamos, arrumamos nossas coisas rumo ao Grand Canyon. Quando abri a porta do hotel, você não vai acreditar: estava nevando! A neve era bem fininha e durou não mais que uns 5 minutos. Caramba, esse seria – para sempre – o dia em que eu vi a neve pela primeira vez. Que felicidade.

Saímos de Williams e fomos direto para o Grand Canyon National Park. Muita neve e muito frio no caminho, eu não estava acreditando. Como que no Grand Canyon, que é um deserto gigante, teria neve? Eu não tinha programado neve pra viagem não viu!? Já estava achando isso lindo…

Chegamos na entrada do parque, o Cido ganhou de uma amiga da Espanha um cartão-passaporte com validade de um ano para TODOS os parques nacionais do país. Me fala se isso não caiu como uma luva?

Entramos no parque, e aqui a gente vê que os Estados Unidos está beeeeeeeeeem a frente do Brasil. Uma estrutura absurda, muito bem organizado, tudo muito bem feito. O parque era praticamente outro estado né, gigante. Mas não mais que o próprio Grand Canyon.

Acho que da entrada do parque até o Grand Canyon mesmo dava mais umas 15 milhas (un 24km). Dentro do parque você tem vários pontos de observação do Grand Canyon, cada um diferente do outro. Escolhi com o Cido uns 3 para a gente ver e depois comcordamos em cair na estrada para chegar ao Marble Canyon de dia ainda. Então fomos para um dos pontos e parei o carro. Andando em direção à borda do Canyon, lá estava ele escondido entre as árvores…

Sabe, eu fiquei realmente de queixo caído, boca aberta. Juro por Deus! Eu não acreditei que meus olhos estavam registrando algo tão majestoso, tão enorme, chega a ser ridículo de tão grande. Nossa, muito emocionante, se eu não estivesse de óculos, ia ter que segurar as lágrimas de forma mais eficiente. Mas é impossível não se emocionar com isso.. Eu nunca vi na minha vida, algo REAL que engane a ótica dos meus olhos. Eram tantos planos e tão longe um do outro, ainda mais com nada em escala para comparar, que os olhos tendem a trazer tudo para um plano só, e tudo isso era real! Parecia uma tela de cinema enorme e em círculo que você não conseguia ver o começo nem o fim. Essa “ilusão de ótica” dava até uma vertigem. Mas é lindo e sem palavras o que é esse Grand Canyon. Bom, dos 3 pontos que decidimos ver, vimos apenas 2 e mesmo assim atrasamos em diversas horas a nossa viagem. Era para ficar umas 2 ou 3 horas aqui no parque, ficamos no mínimo 4. Tiramos muitas fotos, veja os álbuns desse passeio também. No Grand Canyon eu tive oficialmente meu primeiro contato com a neve, meu sonho mais antigo agora realizado. Que gostoso. Fiz até meu bonequinho de neve, o Snowie. Hahaha, veja as fotos dele. Fizemos guerra de neve também, como duas crianças. Mas considerando que estávamos à beira de um precipício, essa guerra foi extremamente efêmera! Hahaha ainda bem né?

Bom, saindo daqui, ainda sem fôlego pela quantidade de coisas lindas que vi, saímos pela entrada que haviamos chegado e teoricamente teríamos que pegar o caminho mais longo para chegar em Las Vegas, que seria nosso próximo destino. Nesse caminho mais longo, haveria o Marble Canyon (Canyon de Mármore). No meio do caminho, passamos por uma cidade chamada Flagstaff. E aqui sim foi de tirar o chapéu (a camisa, a calça e a cueca pra falar a verdade). Florestas cobertas de neve pela Freeway inteira, e de repente todas as árvores somem e a gente dá de cara para um vale e um lago congelado por neve. Uma paisagem completamente branca, cercada de montanhas também cobertas por neve. Aqui, por coincidência, filmei exatamente o momento que saímos da floresta e chegamos nesse “Frozen Valley”. Preciso editar o vídeo, porque o vento deixou o som uma porcaria, e detalhe que a gente estava ouvindo Ópera nesse instante, então imagina o quão especial que foi este momentoi. O Cido mal podia se segurar… Hahaha, ficou besta. Eu, de novo, de queixo caído LITERALMENTE.

Parei o carro e tiramos meia dúzia de fotos e em seguida voltamos para o caminho, mas mesmo assim ainda tive que parar mais algumas vezes porque as paisagens eram lindas demais para simplesmente dirigir por ela, eu tinha que registrar de alguma forma.

Bom, quase 5pm e nada desse Marble Canyon chegar. O Sol estava se pondo já e a freeway era um pouco perigosa para dirigir no escuro, porque era literalmente no meio do deserto, e eram apenas duas faixas: uma para ir e outra para voltar. Não gosto muito de estradas assim, então pisei fundo no acelerador rumo ao Marble Canyon.

Chegamos lá umas 6pm por aí, que pena que já estava escurecendo, mas pudemos ver outro Canyon muito bonito. Nesse, há duas pontes que ligam um lado ao outro, e ali é onde tem a Reserva dos Navajos, povos antigos que habitavam aquela região. Embaixo do Canyon branco e marrom, havia um rio de um verde vivo, o Colorado River. Nossa, demais. Tentamos tirar umas fotos, mas as lentes das câmeras de noite não são tão boas quanto nossos olhos né? Mesmo assim, as fotos que tiramos, estão no álbum.

Saindo de lá umas 8/9pm, nosso próximo destino era Las Vegas!!!!!!!!! E olha, tinha chão na estrada viu….. A gente ainda tinha que sair do Arizona, passar por Utah, voltar para o Arizona, entrar em Nevada e chegar em Vegas.

Pois é, eu não queria dirigir? Bora lá!

Veja no post com o link das fotos o álbum desta viagem que é “Grand Canyon – Marble Canyon”

… continua!

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