The Journey – Las Vegas

March 27, 2010

E agora o destino é Las Vegas. A cidade das ilusões…

Saí do Marble Canyon de noite e ainda havia horas de estrada até chegar em Vegas. O engraçado da estrada é que tinha retas infinitas e de repente serpenteava para cima e para baixo das montanhas… Muito interessante estar “inserido” nesta geografia diferente do Brasil.. Sem falar do ar daqui que é muito seco.

Enfim, dirigi para sempre até chegar exatamente às 12am em Las Vegas. De longe no meio da escuridão da Freeway, dava para ver o clarão nas nuvens dessa cidade.. Depois chegando perto, as construções monstruosas e nem só isso, as toneladas e toneladas de luzes e a iluminação que é impressionante. Se os Estados Unidos tivesse uma “Paris”, ela seria aqui.

Peguei a saída da Freeway que leva direto para o coração de Vegas. Sabe, a cidade na verdade acontece em apenas duas ou três ruas. O resto, é literalmente resto. Sorte é que nessas ruas, as coisas são muito bem feitas, lógico.. É tudo feito para isso.

Então em Las Vegas eu estava bem ansioso e curioso vendo tudo o que eu podia, mas confesso que eu estava morto de sono e vamos combinar que meu dia foi bem cheio. Como eu cheguei pelo norte de Las Vegas, atravessei a Main street e fui direto na plaquinha mais famosa da cidade: “Welcome to Fabulous Las Vegas Nevada”. Como em todo deserto, estava muito frio de noite, e ventava muito.. Além disso, meu humor estava aquela beleza porque por mais linda que fosse a cidade, mais linda ainda seria a cama em que eu fosse dormir. Então tirei umas fotos na placa, com uma cara de sono absurda e fomos direto pro hotel. Dormi como um bebê.

Era para ter acordado cedo, umas 8 ou 9am. E por que é que eu ainda estava na cama às 11am? O checkout era ao meio dia, pontualidade americana. O telefone tocou para saber se ficaríamos mais uma diária lá, ou se faríamos o checkout. Checkout, óbvio. Tomei um banho rápido, enfiei tudo na mala e o pessoal do hotel já putíssimo da vida estourando nossa porta.. Hahaha, toda a emoção de Vegas já tinha começado..

Saímos de lá e fomos comer as panquecas mais gordas do Ihop (International House of Pancakes – rede de fast food daqui). Isso já era 1pm e a gente tinha “apenas” uma cidade para conhecer, para chegar em Yosemite de noite. Impossível.

Decidi – já que estávamos bem atrasados – postergar um dia em Las Vegas para conhecer pelo menos o mínimo e prosseguir a viagem com esse atraso, mas sem ter atropelado Las Vegas. Então fomos direto para o primeiro casino que era o que eu mais queria conhecer: o Venetian. Não sei o porquê, mas acho que quando vi um documentário no Discovery Channel da construção dele, fiquei impressionado com o tamanho e as proporções do lugar, principalmente com um teto gigante que imita o céu. Chegamos lá e aí foi um suspiro atrás do outro.. As fotos mostram tudo isso. Veja no post com o link das fotos, o álbum “Las Vegas”.

Como a gente não ia conseguir ver toda a cidade em um dia só – obviamente – fomos direto no que interessava. O Venetian foi o primeiro, seguido do Caesar’s Palace e logo após o Bellagio. Ainda deu tempo de dar uma passada no Paris e no Flamingo. Mas basicamente, vimos só esses 3.

Cidade da ilusão, da fantasia e do pecado. Las Vegas era um sonho também, quem não sonha em conhecer isso? E não decepcionou, a cidade é linda.. É muito intrigante (chega a ser assustador) como que, no meio do absoluto nada, o homem constrói um pólo deste tamanho. Nem pelo desafio dos recursos naturais, mas por tudo. É uma fantasia desde a idéia, até o pulso das ruas. Não pára nunca, é Las Vegas mesmo.

Então quando deu umas 9/10pm a gente já tinha passeado bastante pela cidade e estava na hora de continuar a viagem. O próximo destino seria o Death Valley National Park (Vale da Morte). De noite a gente perde completamente o intuito do passeio que é apreciar as paisagens, mas se ficamos mais um dia em Vegas, aí o atraso seria muito prejudicial. Logo, mantive o percurso e combinei com meu amigo que se ficássemos muito cansados, a gente parava em qualquer hotel na estrada e que com sorte pararíamos bem próximo ou no próprio Vale da Morte e amanheceríamos à meio caminho já.

Para a nossa sorte (ou azar) o Spring Break não era só para nós, e todos os americanos decidiram passar essas férias no Death Valley. Conclusão? Nenhuma vaga em nenhum hotel. Não se espante em saber que a gente não havia feito reserva nenhuma para os hotéis. É aí que está a graça! Heheh..

Cheguei no Death Valley por volta da 1am e a Lua estava perfeitamente redonda e brilhante. Ela foi a responsável por dar um pouco de luz na escuridão do Vale da Morte, revelando muito rapidamente paisagens lindas. Óbvio que por mais que a gente tentasse tirar foto, não saia nada. Mas foi lindo… E assustador também.. Afinal de contas, quem é que dirige de madrugada pelo vale da Morte? Só eu né!?

E passamos o Death Valley e nada de achar hotel. Não que eu estivesse cansado, estava um pouco só, mas como acordamos tarde, eu estava bem parar dirigir por mais algumas horas ainda.. E o visual desse trecho com a Lua enorme na minha frente era bem animador. Então eu parava em um hotel, perguntava por vagas, recebia o não, entrava no carro e continuava. Simples assim. E aí deu 2am, 3am, 4am.. Tudo bem, aqui eu já estava um pouco (só um pouco) mais cansado. E juro, ainda nada de achar hotéis com vaga. Parei em um posto para abastecer e perguntei para o senhor que estava lá onde eu poderia achar um hotel, ele recomendou os hotéis perto dali, dos quais eu já havia passado por todos. Fiquei então uma hora parado dentro do carro para me esticar e tirar um pouco da tensão da viagem, e quando deu 5:30am prossegui.. Logo foi amanhecendo e a paisagem era algo absurdo com a estrada que não acabava nunca.. Cheguei em uma cidade chamada Bishop, que marcava o início do nosso trecho pelas estradas com neve. Aqui também dirigi por uma rua chamada Elm Street. Fred Kruegger é pouco né? Depois de passar pelo Vale da Morte, acho que a Elm Street foi a sobremesa…

Foi quando às 9am eu cheguei em Bridgeport, cidade já próxima de Yosemite Park com apenas 817 habitantes. Poucas pessoas, muita neve.

Pensa em ficar um dia inteiro em Las Vegas, andando para lá e para cá, e no final, dirigir 600km de noite em uma freeway que você não conhece. Louco? Eu? E quem é que te disse isso????

… continua!

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