OMG!

December 8, 2010

Moscas queridas que habitam meu blog…

Estou muito feliz! É com muita ansiedade e felicidade que anuncio a vinda da minha irmã para cá! Finalmente!! Ela vem para ficar um mês inteiro, e vamos passar o Natal e o Reveillon juntos, e tudo isso depois de exatos 361 dias sem nos vermos!! Essa viagem vai ser para lá de especial, por inúmeros motivos… Quero que ela conheça todos os lugares que conheci aqui, que não foram poucos! De San Francisco ao Grand Ganyon, vamos tentar ir em tudo… Muito, muito ansioso e feliz!

Bom, colocando os últimos acontecimentos em síntese, a lista fica assim:

Me formei aqui na University of California Riverside, diploma na mão!

Saí (finalmente) da casa dos chineses! Nunca mais comerei pata de porco!

Fui para San Diego ficar no flat da minha prima até encontrar um lugar para morar, sendo que aquela era a última semana dela aqui nos Estados Unidos.

Voltei para Riverside depois de ver uma casa em Huntington Beach, que não deu certo…

Essa casa que comecei a morar, não era muito boa não.. Aliás, descobri que o roommate tinha uma ficha criminal (estuprou violentamente um menino de 13 anos!!) Deus que me livre né? Saí no dia e fiquei morando em hotel por uma semana..

No dia que saí da casa, um amigo de SF veio me visitar e depois dessa semana, fui até SF para levá-lo de volta, já que eu não tinha onde morar mesmo, pensei “por que não?”

Pego uma conjuntivite tão absurda que achei que ia ficar cego. Gasto horrores com consultas médicas e colírios (paguei $85 dólares em um colírio de 2ml!! FDP!) Estava indo à falência já, mas com saúde – principalmente com os olhos – não se brinca… Melhorei depois de uns 14 dias, mas para se ter idéia da gravidade do problema, fiquei com uma cicatriz na córnea! Graças a Deus que por ser pequena e estar localizada fora do “centro” não afetou minha visão..

Com tudo isso acontecendo, já estava pensando em voltar para o Brasil, chega de confusão e problemas aqui.. Sem falar que meu pai estava internado no hospital há dias por causa das inflamações no rim causadas pelas mil pedras que ele tem (sem falar nas outras mil que ele já tirou, com cirurgias também).

E então conheço essa casa que estou agora, que quando vim ver, mal podia enxergar por causa do olho, mas vi que era boa! Hahahah..

Mesmo tudo apontando contra, decidi ficar aqui. E cá estou hoje, muito melhor…

OMG* mesmo né? Tanta coisa… Mas agora, não vejo a hora da minha irmã chegar!! Faltam 7 dias!! SETE! =]

*OMG = Oh My God

Por fim, essa foto aqui é da French Toast que acabei de fazer para meu café da manhã.. Olha, parece até que levo jeito para a cozinha hahah…

(clique na foto para ampliar)

Em breve com mais atualizações!! Heheh

Um super beijo,

Phill Felipe.

Today’s Song: Voodoo & Serano – Blood is Pumping

Focus

September 27, 2010

Moscas. Não, moscas não. Leitores! (Hahaha…)

Hoje estava lendo meus posts mais antigos… Eu percebi que de uns tempos para cá, há menos inspiração nas minhas palavras, há de fato uma narração mais específica em relação às idéias que eu compratilhava com todos vocês.

Não há como negar a preocupação e o momento chave da minha vida que está por vir. Quando saí do Brasil, não via a hora de chegar aqui para ficar. E por mais clara que fosse essa idéia para mim, hoje eu penso muito diferente, muito mesmo.

Abrir mão do meu passado e continuar aqui é deixar para trás minha família. Não que seja um abandono, mas formatar nossa relação de acordo com essa distância e acostumar a vê-los poucas vezes por ano é uma sensação que eu não faço a mínima idéia de como vou lidar, mas acredito que será no mínimo muito desagradável e de enorme tristeza. Abrir mão dos meus amigos de verdade e dos meus vícios e das minhas vontades brasileiras é criar uma carência enorme a ser suprida para com a vida aqui e novamente, estamos falando de uma sensação que até agora não parece ser muito agradável. Ao mesmo tempo, voltar para o Brasil é não acreditar em uma vida melhor aqui. É não acreditar que existem pessoas aqui neste país que possam tirar meu fôlego, de forma positiva. É não dar credibilidade à novas amizades, novos horizontes e uma nova vida.. É principalmente subestimar a sensação de liberdade que se tem aqui e que jamais poderá ser comparada com a vida de volta às minhas origens. É fechar não só uma porta, mas usando a mesma metáfora, é praticamente sair do castelo. Voltar é dizer que a América não é para mim, quando na verdade estar aqui é desfrutar de um sonho tão árduo de ser conquistado e de repente abrir mão disso e de todo o resto que me fez amadurecer muito em tão pouco tempo.

Bem… Anunciei minha volta para o Brasil no final de Outubro. Estou agora no final de Setembro, o que quer dizer que tenho aproximadamente um mês para decidir o caminho. Trinta dias para decidir como serão oss próximos anos da minha vida. Não parece injusto para você também?

Sobre o prisma legal, se eu não der entrada na papelada para permanecer aqui como estudante, seguindo a segunda etapa da jornada, eu devo sair do país antes que o mês de Outubro acabe. Se decidir ficar, quer dizer que devo obrigatoriamente ajustar o meu visto aqui e além da pequena fortuna que se gasta para que isso ocorra, ainda há a possibilidade de simplesmente não dar certo. Por quê?

Vamos aos cálculos: Expira-se em 60 dias após conclusão do curso, meu status de estudante aqui, caso não entre com a papelada. Entrando com a papelada dentro destes 60 dias, é necessário aguardar durante cerca de 3 ou até 4 meses para que a minha “permissão de trabalho” (work permit = WP) esteja disponível. Porém logo após a entrada desta papelada, o prazo máximo para ficar oscioso (ou melhor dizendo, em “standby”) é de 90 dias. Então se 4 meses quer dizer 120, e o limite é 90, ainda há portanto a possibilidade de TER que voltar para o Brasil. E digo mais, no caso de ter ajustado as responsabilidades legais com toda essa burocracia, nesses mesmos 90 dias é necessário já ter um empregador que esteja ciente que meu status é de estudante com WP e nem preciso dizer o quão restrita é a possibilidade disso acontecer.

Então foi-se dado trinta dias para que eu consiga focar minha atenção para o que realmente importa. E acho que é válido mencionar que embora seja uma grande decisão, a mesma não é perpétua ou definitiva. Há sempre o amanhã para mudar minhas idéias e fazer eu sair daqui e voltar para meu país, ou arrumar as malas de novo e voltar para cá. Mas só para desequilibrar, a decisão é AGORA e é no agora que eu vou resolver minha vida.

O que você acha? Volto? Fico? Fico mais um pouco e volto? Volto por um pouco e fico aqui depois? Mato as moscas do meu blog? Ou nenhuma das anteriores?

Today’s Song: Kelis – 4th of July [Saul Ruiz Club Mix]

Felipe – Phill

Finally, The Final.

September 4, 2010

Meus leitores, que montanha-russa que está minha vida aqui não é?

Hoje no entanto vou falar das coisas boas.

Dia 3 de setembro (ontem) foi meu último dia de curso. O curso que me impulsionou para estava jornada única na minha vida, finalmente chegou ao seu final. Com isso, eu terminaria as aulas, o estágio e também o trabalho, os três na University of California Riverside.

Recebi meu DIPLOMA finalmente. Isso não é incrível? Diploma da Universidade da Califórnia. Eu sou demais!

No último dia do trabalho minha chefe comprou um bolo delicioso, simbolizando a bandeira americana. Para lá de especial! Todos vieram se despedir, ouvi frases e pensamentos que valem mais que ouro, mais que diamantes.

Fiz uma família aqui. Talvez pelo carisma, pelo respeito e consideração que eu tenho pelas pessoas, talvez meu jeito conquiste quem eu conheço. Pude perceber de verdade que o diretório que eu trabalhava estava perdendo alguém muito querido. A despedida foi muito especial para mim, nem preciso dizer o quanto.

Essa sexta-feira marcou história. Além de receber meu diploma, tive uma das despedidas mais calorosas que eu possa me lembrar, arrisco dizer até que foi mais calorosa do que a despedida que fiz no Skye (bar no topo do Hotel Unique, na Brigadeiro Luís Antônio).

Pena não ter meu carro para poder sair e comemorar, mas a vida não para por causa desses obstáculos infelizes que a gente passa de vez em quando. Comemorei e me diverti mesmo assim.

Hoje, dia 4 de setembro é também o meu último dia aqui na casa dos chineses. A casa que pude chamar de lar por um breve período agora ficará também para a história..

E de novo meus leitores, a minha vida vai mudar bastante daqui para frente. Parece que fechei mais um ciclo e agora preciso decidir como abrir o próximo.

Mas na verdade eu já decidi; já tenho a resposta para a importante pergunta que vocês me fazem.

Vou voltar para o Brasil?

– Não, ficarei aqui. Ou melhor, volto sim. Quer dizer, eu estou pensando em ficar. Digo, estou querendo voltar. Bem, dá para ver então que não decidi ainda né?

Mas as minhas incertezas agora estão mais orientadas, a resposta na verdade está na minha cabeça, não sei se ainda não estou preparado para aceitá-la, ou se ainda preciso amadurecer a idéia.

Para mais este sucesso na minha vida, agradeço a minha família, meus amigos e é claro, você, meu leitor que me acompanha durante essa aventura inacreditável que estou tendo aqui nos Estados Unidos.

Então no seu próximo brinde, lembre de mim, e saúde por mais esse passo em direção ao futuro.

Estou saindo daqui hoje, e não sei onde vou morar ainda! Hahaha, pois é. Vou ficar essa semana com a minha prima lá em San Diego, que também vai sair de lá na próxima sexta-feira. Depois disso? Sei lá, vivo eu vou estar e com certeza vou dar um jeito. Aluguei um carro por duas semanas e enquanto minhas coisas estiverem no porta-malas, eu vou cair no mundo…

Saudades de todos vocês!

Um beijo enorme.

Felipe – Phill

Today’s Song: Wynter Gordon – Dirty Talk

Warrior II

August 21, 2010

Guerreiro, de novo.

No dia 30 de Julho, sexta-feira eu decidir ir visitar minha prima que estava em San Diego. Há tempos não a via, e seria gostoso dar uma volta pela cidade com a capota do carro aberta. Se eu pelo menos soubesse……

Na freeway I-15 South, em direção à San Diego, faltando cerca de 20 minutos para chegar, meu carro que rodava em perfeitas condições (temperatura, água, óleo, e etc..) simplesmente pega fogo.

Ao ver uma faísca saindo pela frente do carro e logo após muita fumaça, parei imediatamente no acostamento. Penso eu de início que poderia ser um saco plástico, ou um pedaço de papel que ficou grudado no carro. Parando eu tiraria, e não haveria prejuízo ao carro. Ingenuidade a minha…

Abrindo a porta verifico que há uma enorme labareda consumindo toda a parte de baixo do carro. Parecia algo no chão que estivesse pegando fogo no carro, então entrei novamente, e avancei um pouco na tentativa de passar este “algo” para que parasse de queimar o carro, antes que fosse tarde demais. Quando pisei no freio depois de uns 3 segundos tentando ir para frente, o carro não tinha mais freio. Abrindo a porta do carro de novo, chamas aceleravam em minha direção, mas consegui sair sem grandes dificuldades. Dei a volta por trás e tentei abrir a porta do passageiro, em busca de um extintor de incêndio, que aí no Brasil é obrigatório ter. Aqui na América? Não. Portanto não havia nada o que eu pudesse fazer para cessar o fogo. As chamas já estavam tomando conta do carro inteiro, e eu pude sentir a mão de Deus me afastando do carro. Saí correndo para a frente do carro, onde eu poderia achar algum telefone para ligar para a emergência (no dia eu estava sem o meu celular daqui, só o aparelho do Brasil, que não tem linha telefônica, só funciona como rádio-frequência, ou Nextel). Nisso um carro para no acostamento e a motorista diz que já havia ligado para o 911. Tudo isso em segundos………

Logo em seguida, escuto barulhos de explosão, vindo do carro. O MEU CARRO.

Um cogumelo gigante de fumaça preta, que era possível ver mesmo de noite. Meu carro que demorou tanto para vir, estava sendo consumido por uma enorme e inacreditável quantidade de fogo de forma estúpida e grotesca. Rápido demais para acreditar, lentamente o bastante para traumatizar para o resto da vida.

A explosão não é dessas que a gente vê em Hollywood, foram explosões pequenas, talvez os pneus estivessem estourando pela temperatura, ou os vidros estilhaçando com a pressão do inferno que estava o carro, mas não interessa. Eu entrei em choque. Nesse momento já havia outro carro que parou para prestar socorro, e as duas garotas desse carro tentavam me acalmar, dizendo que o importante é eu estar vivo, e longe do carro. Eu só conseguia dizer “é o meu carro, meu Deus! O que está acontecendo com meu carro?”.

Os bombeiros chegaram, fecharam a freeway inteira e apagaram o fogo por aproximadamente 10 minutos. O cheiro era muito forte. Não gosto nem de lembrar. Falando com os policiais que estavam lá, ainda estava desolado. Eles foram muito breves, perguntaram se havia alguém comigo no momento em que aconteceu e disseram que já haviam chamado o serviço de guincho. Ninguém perguntou se eu estava machucado, nem os policiais, nem os bombeiros. Aliás, os bombeiros depois de apagarem o fogo, foram embora sem nem sequer chegar perto do local que eu estava. Eu estava uns 15 ou 20 metros de distância do carro, por medidas de segurança, obviamente. Depois que apagaram o fogo, entraram no caminhão e foram embora.

Bom, a história não para por aí, mas eu já me sinto mal só de lembrar dos fatos de novo. Tive pesadelos por semanas depois disso, tive que voltar de San Diego de ônibus para casa e tudo o que eu tinha dentro do carro, foi perdido. O carro foi perdido. E isso é lamentável.

Novamente, eu sou muito grato a Deus por me poupar de um destino trágico, muito infeliz. Feliz estou eu de ainda estar vivo, com muita saúde e força para aguentar tudo isso o que vem acontecendo ultimamente.

Depois disso soube que minha prima daqui de San Diego foi vítima de fraude por causa de um cheque roubado, e um membro da minha família foi assassinado violentamente aí no Brasil, no interior de São Paulo.

Às vezes peço a Deus para me dar uma armadura mais resistente, porque parece que não vou conseguir. Mas tenho fé e vou perseverar.

Sem música por hoje. Depois de um minuto de silêncio, peço para que você escute seu coração e perceba o quanto Deus faz por você. E durma bem, porque de noites em claro, já bastam as minhas.

Felipe – Phill

Warrior

August 6, 2010

Guerreiro.

Eu quero começar esse post dizendo que sinto vontade de dar um abraço bem apertado em todos vocês.

Entrei agora na reta final da minha jornada aqui e antes mesmo de comentar sobre isso, a pergunta que mais ouço é a mesma que me faz perder horas de sono, mesmo acordado. Volto para o Brasil?

É importante dizer que independente da minha escolha, o meu coração ficará dividido para sempre e que eu nunca mais serei o mesmo. Eu oscilo entre pensamentos, idéias e planos para meu futuro, o que fazer se eu voltar, como fazer para ficar e cada detalhe de uma vida inteira é arremessado aos meus olhos quando os fecho e essa constância mantém meu coração inquieto, e a viagem intelectual vai longe..

Existem muitas coisas à serem consideradas. Não preciso falar das óbvias, preciso? Na verdade eu tenho apenas duas escolhas, e aparentemente é muito simples decidir. Sim, concordo. O problema no entanto está nas consequencias, está na curva após o caminho que eu seguir. E novamente, toda a minha vida irá mudar muito.

Se eu for? Eu vou sentir saudades da América, das palmeiras e do céu mais bonito que existe. Saudade da neve, do ronco dos motores nas ruas, dessas freeway frias. Vou sentir falta do Ralph’s (Mercado equivalente ao Pão de Açúcar em São Paulo) e vou sentir falta da embalagem gigante de iogurte. Sabe, eu vou sentir falta da minha bicicleta, da minha rua e dos meus vizinhos.. Existe já uma vida aqui que eu criei nutri e agora amo muito. Eu não paro de pensar na possibilidade de não poder ter mais isso…

Se eu ficar? Bem, se eu ficar eu continuarei sem poder dizer bom dia para minha mãe, almoçar com meu pai de vez enquando, perder horas de noite conversando com a minha irmã, ser o irmão mais velho para minha irmãzinha. Continuarei sem o meu arroz com feijão, sem os meus amigos e sem esse amor que o Brasil tem para com o próximo. O calor das ruas, o sentimento de medo que todo paulista tem quando cogita abrir o vidro do carro, a alegria de assistir um jogo de futebol, passar em frente à escola em que fui a vida inteira, abraçar minha mãe, meu pai e minha família inteira. Eu continuarei me sentindo sozinho aqui, sem ter do lado quem me trouxe até aqui e isso é algo que também não paro de pensar em poder ter novamente.

Meu Deus! Eu peço só que me dê energia, orientação e sabedoria para lidar com tantas emoções de forma cirurgicamente precisa. Eu confesso que meu coração está na UTI e existe tanto a dizer para vocês ainda, eu acho que às vezes eu não vou aguentar e chorar por um dia inteiro… Mas vamos lá, força guerreiro.

Parte da minha família veio para cá me visitar.. Admito não ter esperado pela visita deles, mas assim que soube fiquei muito animado. Que gostoso poder dar um abraço na minha tia, na minha priminha.. Não nos víamos desde a catastrófica despedida do aeroporto de Guarulhos. E então chegaram aqui em uma quinta-feira. Fiquei animado, trabalhei correndo na esperança do dia acabar mais cedo. Isso só me deixou mais cansado e como eu precisaria trabalhar na sexta-feira, disse que iria na sexta somente, para ficar o final de semana inteiro com eles. Que gostoso poder mostrar o meu carro que demorou tanto a vir para a minha família. Passear de capota aberta em Los Angeles, que gostoso, que gostoso!

Nos encontramos no lobby do hotel que estavam hospedados. Lá estava minha tia e minha prima sentadas no sofá, olhando para a porta. Cheguei e minha tia logo abriu os braços e veio em minha direção para me abraçar. Esse abraço-família vale ouro, por que a gente não dá valor à essas tolices enquanto temos? Subindo no quarto lá estava meu tio dormindo (como sempre).. Hahah, família é família não é?

Passamos um final de semana bem gostoso em Los Angeles. Fomos para Beverly Hills, fomos no parque Universal Studios e rimos até não poder mais. Voltei no domingo para trabalhar no dia seguinte. Eles saiam de Los Angeles naquele momento também, mas em direção à San Francisco, pela Pacific Highway (estrada litorânea que liga o noroeste e o sudoeste). Só poderia vê-los na próxima sexta-feira, em Las Vegas. Ouvi minha tia dizer: “Fe, see you in Vegas”. Sim tia, I will see you there definitely!

A semana passou e eu não via a hora de encontrá-los de novo. Nesse final de semana íamos para o Grand Canyon, dessa vez no meu carro. Feliz da vida estava até chegar próximo de Las Vegas. Era quase meia noite e o calor estava me incinerando, em torno de 38ºC meia noite!!!! Deus que me livre… Encontrei minha tia de novo em frente ao hotel-casino que estavam, o abraço foi como se não nos víamos há anos.. Eu juro que eu vou abraçar minha família nessa mesma intensidade mesmo se eu vê-los todos os dias daqui para frente. Que saudades de vocês todos..

Bem, em Las Vegas eu nem preciso dizer que tenho história, e como tenho. Passeamos na Main Street de capota aberta. Devia estar uns 40ºC uma hora da manhã. A cidade um fervo, trânsito e multidões na calçada. E então esse é o verão de Las Vegas… Dia seguinte? Grand Canyon.. Eram três horas de carro para chegar no Skywalk, um dos pontos que é possível ver o canyon, e nem era dentro do Grand Canyon National Park!! Esse passeio foi muito especial. Lá vi o pôr do Sol do oeste. Onde o Sol brincou de dourar as intermináveis rochas e vales. Sem contar na diversão que foi tirar fotos naquela plataforma de vidro no meio do abismo. Sim, tenho fotos: Picasa Web Albums (< clique no link para ver as fotos no Picasa)

Domingo, última noite em Vegas, estava podre. Ia sair de lá por volta das 6 da tarde, afinal de contas são 4 horas de viagem. Cochilei e acordei quase 3h da manhã. Pulei da cama, falei para minha tia que eu tinha que ir, não poderia faltar no trabalho.. Ela insistiu para ficar, e poxa se eu pudesse eu ficava mesmo. Na porta do quarto, uma ligeira despedida, para não acordar o tio, que adivinha? Estava dormindo. Eu não quis pensar muito, só pensei em chegar logo no carro, ligar o ar condicionado no último e sair daquele microondas que estava o coração de Nevada. Não liguei essa despedida ao fato que talvez eu não os veria de novo por muito tempo. Mas é claro, assim que caminhei no corredor ouço minha tia dizer: “Fe!”. Eu olho para trás e ela estava em lágrimas. Desmontei também, fiquei mais meia hora me despedindo. A gente faz planos, diz que vai se ver logo. Acredita que ficará tudo bem e que estamos fazendo a escolha certa. De repente tudo isso não faz sentido e você já não sabe mais o que realmente vale a pena prezar na vida…

Fui embora, voltei para casa. É, para a minha casa aqui que chamo de lar, mesmo estando longe de ter as características do qual eu tinha aí no Brasil…

E daqui para frente, a surpresa foi inacreditavelmente desagradável. Por quê? Porque eu dirigia meu carro na sexta-feira em direção San Diego para ver minha prima Fabi que há tempos não via, quando de repente meu carro pega fogo no meio da estrada. Não bastando isso, instantes depois de eu encostar o carro e sair correndo para longe, ele explode.

Sim, inacreditável, eu disse. Sim também, eu estou bem graças à proteção de Deus eu não me machuquei, estou vivo e saudável. Mas peço perdão em não ir adiante com essa história. Não hoje, não agora..

Vamos lá guerreiro, siga em frente.

Today’s Song: Armin Van Buuren – In and Out of Love

Felipe Phill

Burden of Past

July 7, 2010

Alguém ainda lê isso aqui?

Acho que não, e também não posso nem reclamar… Afinal de contas, meu blog está às moscas.. Bom, estou na reta final do meu curso aqui, estou fazendo o estágio (que é a terceira e última etapa do curso) de manhã, e mantendo o part-time job de tarde. Ou seja, trabalho o dia inteiro, mas ganho só metade… Delícia hein?

Depois disso não sei o que acontece com a minha vida. Ficar em Riverside? Ficar na Califórnia? Ficar nos Estados Unidos? Ficar pelo menos deste lado do mundo? Tem tanta coisa aí fora..

A vida está bem equilibrada aqui, não posso reclamar. Não está perfeita, mas está bem tranquila. O que me pegou de surpresa hoje foi a saudade suprema que deu dos meus pais, das minhas irmãs, da minha família, dos meus amigos.

Faz falta…

Essa semana foi feriado aqui, dia 4 de Julho. Aproveitei que dia 5 (segundona) também foi feriado e fui para San Francisco na sexta-feira. Viagem excepcional! Vou colocar as fotos no Picasa e compartilho o link aqui depois.

Saudades de todos vocês… Saudades até de escrever aqui… Mas está tudo tão diferente…. Mas diferente bom, diferente com muita esperança e muito mais incerteza… Vamos ver onde é que dá essa aventura por aqui..

Um beijo para você, mosca. Hahahah =]

Felipe – Phill

Today’s Song: Bob Marley – Don’t Worry, Be Happy

Thoughts Of My Mind

June 20, 2010

Estou aqui há tanto tempo…

Essa semana fui três vezes para San Diego.. Sábado passado, fui com a Gisele, minha nova amiga brasileira. O Stephen, o chinês dono da casa aqui falou que tinha uma amiga vindo do Brasil, e quando ela chegou aqui, já fui falando em português com ela.. Agora, a gente não desgruda, todas as festas e rolês que temos, a gente vai junto! Hahah…

Depois, fui no meio da semana, (um dia depois do meu aniversário) com o pessoal do trabalho, foi um dia que todo mundo tirou para ficar na praia. Desde a diretora do departamento até os “estagiários” (heheh) foram todos para Mission Beach, e ficamos lá curtindo o dia de sol, o vôlei na areia e comes e bebes a vontade! Que mamata hein?

E nesse sábado, fui de novo, mas ainda considero como uma semana só! Heheheh.. Dessa vez, ficamos em Coronado, que é uma península artificial no sul de San Diego. Muito lindo lá!

Mais fotos a caminho, assim que conseguir reunir todas, eu crio um novo álbum e mando o link do Picasa para vocês..

Bom, aqui está tudo uma maravilha. Só o tempo que continua corrido, mas agora vou começar a organizar minhas coisas, minhas idéias… Aí sim, vou poder voltar a escrever aqui como antes..

Um beijo pra todo mundo, saudades ainda maiores!

Phill Felipe

Today’s Song: The Ventures – Hawaii Five-O

America on Wheels

June 9, 2010

Meus leitores, primeiro peço desculpas pela ausência absurda… Mais de um mês sem postar..

Bom, recapitulando o post anterior, disse que havia chegado à metade da jornada aqui, e me auto-desafiei a fazer com que essa segunda parte seja ainda melhor. Pois bem…

No começo de Maio fiz uma entrevista de trabalho, e passei! Estou trabalhando aqui na América! Não é incrível isso? Além de poder aprender sobre outras culturas, principalmente a americana, uma das coisas mais importantes foi obter meu Social Security Card, que é como se fosse o CPF aí. Isso aqui não tem preço!

Bom, há uma ou duas semanas atrás, eu já estava CEGO de vontade de comprar meu carro, e esperava algo bom, mas modesto. E que carro que eu peguei? Um Chrysler conversível.

Ora ora ora né, quem diria… A minha vida está completamente corrida, trabalho e MEU carro que me leva para lugares que não dava para chegar antes.

Por isso a ausência.. Mas digo com convicção que nesse pouco tempo, esse desafio de superar um dia após o outro, já está entrando na lista das conquistas.

Aqui, duas fotos da minha super caranga, no meu lugar preferido. Vou lá no mínimo uma vez por semana para ficar apreciando a boa vista, com uma boa música, pensando na vida…


(clique na foto para ampliar)

Próxima aquisição vai ser minha casa na praia! Hahahahaha… Calma, calma. Não tão cedo, mas antes do que eu imagino. = ]

Celebrando duplamente: a surpresa de ser contratado, o que é incrível, e a finalmente e tão esperada aquisição da minha caranga!

Vou tentar retomar meu blog e não desapontar vocês hehehe… Tem muita coisa acontecendo por aqui!

Um beijo,

Felipe – Phill.

Today’s Song: Kings of Tomorrow – Finally (Vocal Solo)

Changes and Keepers

April 28, 2010

Hoje parei para pensar nos passos que venho dado há quase seis meses…

Mas nesse mesmo hoje, não quero falar dos passos que percorri, e sim sobre os passos que percorrerei…

Meu curso em Pós-Graduação em Business and Management está em sua exata metade, e arrisco dizer que sua metade mais importante já se foi. Todo o fascínio e toda a vontade de absorver 200% de tudo o que há ao redor já não é a verdade mais absoluta, e sejamos francos, isso não é surpresa.

Faz essa mudança parte do curso? Parte da viagem, com certeza. Estar aqui, nestas condições e sob este contexto com certeza despertou interesses em mim que antes eram classificados como sonhos engavetados, rascunhos inacabados de estilos de vida… E o que me deixa intrigado é saber que dos sonhos mais antigos e das minhas aspirações mais inocentes, é de onde tiro as melhores idéias; é de onde sinto mais sede de levar tudo para frente.

Cheguei aqui com uma modesta bagagem profissional, uma percepção de mercado da qual não posso reclamar, e que agora só me refiro à mesma para dar suporte a tudo o que sei, entendo, uso e acredito hoje. Sinceramente, saí do Brasil “sonhando” em trabalhar em uma grande empresa, não necessariamente uma empresa grande. Um lugar onde eu pudesse ter o meu êxito e no “bottom line” eu poderia contribuir para a empresa – a sociedade – o mundo, da melhor maneira possível, e assim obter o reconhecimento, a recompensa, a satisfação em igual patamar.

Sem medo de ser julgado, compartilho com vocês que não sabia por onde começar, o que fazer e como fazer. Me diz se você, no começo da sua carreira, sabia onde estaria hoje? Pois é.. Não julge.. Mas continuando, hoje eu consigo facilmente analisar por segmento de mercado que mais me interessa, ou o perfil da empresa que mais leva em consideração os valores que me são mais importantes, ou até arriscar dizer a empresa “X” porque nela, independente desses dois fatores, há o terceiro fator: o EGO.

Pode parecer meio bobo, mas antes isso para mim não só era difícil, como também nunca havia passado pela minha cabeça. Na criação de “estude menino, que é o que vai te dar dinheiro”, a gente acaba acreditando demais em títulos, e de menos em potencial. Mas não posso reclamar, foi assim que passei na primeira lista do vestibular do Mackenzie. E por que não dizer também que foi assim que insisti em fazer esse curso aqui?

E realmente… Hoje considero que no campo profissional, minha “visão” também mudou. A visão é o escopo do que perseguimos. É o que buscamos ser ou atingir. E se mudou, mudou para quê? Enquanto antes achava que entrar na empresa X vestindo o Armani e tendo um office lá em cima, sem saber o que, para que, e como fazer o que quer que deveria ser feito, era o que eu chamava de visão, hoje identifico a visão como entrando na empresa X, sabendo exatamente o que fazer, como fazer, com quem fazer e para que fazer. Não só isso, é queimar os neurônios para descobrir novos “o que fazer”, otimizar os “como fazer”, selecionar e treinar “com quem fazer” e convencer o “para que fazer”. Minha visão é portanto, estar inserido no melhor contexto possível, sendo ele o trabalho, a empresa, as pessoas, para assim conseguir extrair todo o potencial de que sou capaz.

E ao conseguir mudar essa “visão” com apenas seis meses, comprovo que a metade mais interessante do curso que eu estou fazendo já se foi.
Isso não quer dizer que eu não possa fazer essa outra metade exceder minhas expectativas, e ser também, a metade mais interessante, assim que acabar, certo? =]

Meu recado de hoje é esse: sonhamos bastante, abrimos asas quando dormimos… Não exercer toda essa criatividade enquanto estamos vivendo é o que nos prende e nos afasta da felicidade, é o que nos priva de fazer a diferença. Aqui entra o estudo, o conhecimento é claro, você tem que saber (principalmente hoje em dia) o que fazer, como fazer, para quem fazer e com quem fazer. Para FAZER direito. Sonhar é o primeiro passo, o segundo é começar… E como disse Martin Luther King: “Você não precisa enxergar todos os degraus da escada, para subir o primeiro”. Amém.

Eu quero fazer a diferença. E você?

Today’s Song: Doris Day – Perhaps Perhaps Perhaps

Felipe – Phill

Las Vegas :: Sin City

April 19, 2010

Meus queridos leitores! Depois de deixar meu blog hibernando por semanas, volto com mais novidades e aventuras absurdas.

Para meus leitores novos, esse é o blog em que eu atualizo minha família e meus amigos sobre a aventura que estou vivendo, do momento da partida lá de São Paulo – Brasil, até o dia de hoje. Daí o título do blog: Phillus to Fill us about the US adventures. Sejam bem-vindos!

E para quem já é da casa, vamos lá!

Nesse final de semana fui para Las Vegas de novo. Dois amigos de São Paulo vieram passar suas férias aqui na América e depois de New York e San Francisco, eles vieram para Las Vegas, que fica há umas 4 horas de distancia de onde eu moro. Então, arrumei minhas trouxas e na quinta-feira fui para Las Vegas, para passar um final de semana tranquilo.

Achei um ônibus que faz o percurso ida e volta por apenas 42 dólares. Óbvio que ônibus aqui é uma porcaria, mas por esse valor.. Irrecusável!

Então lá chego eu de madrugada já, encontro meus amigos e fomos para a rua….. Realmente Las Vegas é a cidade do pecado, daí “Las Vegas: Sin City”.

Muita diversão, álcool, sexo e rockn’roll! A censura não permite dizer, mas que foi legal, foi. Acordei em uma Penthouse (suíte master dos hotéis) demais, com sala de cinema e mesa de bilhar, só para vocês terem uma idéia… Hahaha.. Pois é..

Bom, saindo dessa suíte, voltei para o Bellagio que era onde meus amigos estavam hospedados, e eu com eles. (O Bellagio é o casino que gravaram o “Onze Homens e Um Segredo” – o casino do Andy Garcia.. Heheheh, chato, chato…)

Eles iam embora no sábado de tarde, então essa noite de sexta-feira seria nossa última. Vimos a balada mais VIP de Vegas e fomos para lá. Era a tal da XS no hotel/casino Wynn. Aqui a noite foi ainda mais absurda, fotos e vídeos a caminho também, ou vocês acharam que eu não ia compartilhar com vocês? Heheheh..

Voltamos para o Bellagio tortos, bêbados e felizes. No dia seguinte é que a aventura começa, acredite…

Saímos do hotel e fomos para a fila do táxi. Nos despedimos, e eu particularmente odeio despedidas. Sabe quando eu vou vê-los de novo? Que droga, isso me irrita! Enfim, eles foram para o aeroporto e eu entrei na fila do táxi de novo. Depois percebi que não tinha nem um dólar na minha carteira, só cartões. Voltei para o hotel procurando um caixa eletrônico e até achei. Mas quem disse que consegui sacar alguma coisa? Liguei na Itaucard aí do Brasil, expliquei que teria que fazer um saque emergencial e mesmo assim, a comunicação desses call-centers é muito limitada, para ser educado. Tentei sacar com 3 cartões diferentes, e nada. Tinha uma hora e meia para meu ônibus sair. Então pensei em pegar o táxi e passar no banco para sacar dinheiro no caminho. Meio arriscado, mas o que é que eu poderia fazer com mala, mochila, notebook e tudo mais? Então peguei outro táxi para ir para a rodoviária (é, o carro faz falta demais..) e pedi para a moça passar no Wells Fargo mais próximo dali. Ela disse que ficava há meia hora dali! Magina? Las Vegas é praticamente uma rua, meia hora de táxi era para ir até o meio do deserto e voltar!! Aí vejo que ela tem uma maquininha de cartão dentro do táxi. Perguntei se ela aceitava cartão e ela disse que sim, então ótimo né? Não ia precisar sacar dinheiro nem pagar tarifa para isso, porque ela aceitava o bendito cartão. Bom, cheguei na rodoviária e tinha dado uns 30 dólares. Passei o primeiro cartão: negado. Segundo cartão: negado. Aqui ela já olhou para mim para ver o que estava acontecendo.. Saquei meu último cartão e passei na maquininha: negado. Pronto, FODEU tudo. Ela perguntou se havia algum problema… Problemas há vários, né?

Disse que o cartão não havia passado. Tentei os 3 de novo, nada. Eu fiquei muito incomodado com isso porque se eu fosse no banco sacar, provavelmente eu teria o mesmo problema. E agora? Pedi para ela passar no Wells Fargo e ela se virou e perguntou “você vai poder sacar se a gente for? Por que eu sei como as coisas são.. Se não está conseguindo passar o cartão aqui, se chegar no banco vai ser a mesma coisa”. E realmente, cheguei no caixa eletrônico, só podia sacar múltiplos de 20 por causa das cédulas. E quanto havia para saque na minha conta???? Dezessete dólares em um cartão, e dezenove em outro cartão. Fala se isso não é uma delícia? Perguntei se ela dividiria o valor em dois cartões e ela falou que não era possível. Então perguntou se eu tinha algo de valor. Comecei a suar frio aqui, como que isso estaria acontecendo comigo? Bom, depois de muito relutar.. Ofereci para ela minha corrente que comprei em Orlando. Ela não aceitou… Ofereci o meu CELULAR!! E ela falou que não poderia fazer nada com ele.. Disse ainda que se eu não pagasse ela teria que chamar a polícia, uma câmera dentro do carro grava tudo e eu teria que prestar contas com as autoridades.. Falou que se eu estava com o visto daqui, provavelmente eu teria que ser deportado.. Enfim, fez o TERROR. Eu já não conseguia nem mais pensar direito, estava apavorado… Tentei ligar para todo mundo: pai, irmã, amigos.. Óbvio que ninguém atende o telefone nessas horas… Malditos! Falei que tinha a bateria do meu notebook, havia pagado 120 dólares, era muito mais do que a corrida do táxi tinha dado. Aí a taxista disse que ela não poderia fazer nada com a bateria. Ela disse para eu entregar o meu notebook para ela e ia guardar nessa semana até que eu ligasse para ela e quando pagasse a corrida, ela devolvia. O QUE? Um MacBook Pro de 17″ que custou 4 mil dólares? Ela devia estar babando na gola….. Falei que se fosse assim, era para ela chamar a polícia mesmo.. E nisso ela indo para lugares ASSUSTADORES na periferia de Las Vegas… Eu já estava com o coração na boca.. Suava, estava ficando meio tonto de fome, de nervoso, preocupado.. Meu Deus, e agora? Nisso, liguei para meu amigo carioca que conheci aqui em Riverside, amigo de sala. Poxa, ele não tem nada a ver com isso, nem era a pessoa que deveria se preocupar com isso, mas e a família que não havia antendido a PORR@ do telefone? Era uma emergência… Liguei para ele e ele atendeu.. Estava com seus pais que vieram do Brasil para passar a semana do aniversário dele aqui… Eu pedi desculpas acho que umas mil vezes.. A mulher me olhando, eu no meio do nada de Las Vegas, já estava na hora do ônibus e perguntei se ele podia me emprestar o cartão de crédito dele… Ele falou “claro, sem problemas cara… O que é que você precisa?” Puta que pariu viu.. Só nessas horas para saber com quem contar… (VALEU BRUNÃO! VALEU MESMO!!!) Peguei o número e as informações do cartão, passei para a taxista, ela ligou na central para eles efetuarem o débito.. Informaram que o valor seria 75 dólares!!!!!!!!!!!!!! Eu aceitei na hora, eu só queria sair daquele carro, estava ficando sem ar… O cartão passou, ela abriu a porta, peguei minhas coisas e saí do táxi. Nossa que desespero… Chego na rodoviária, onde está o ônibus? Já tinha ido né, também depois disso tudo… O atendimento de rodoviária é uma porcaria aqui também viu, não só no Brasil. Aliás, acho que o serviço do Brasil é melhor.. Então a mulher fala “seu ônibus saiu às 2:10pm, você não vem perguntar onde seu ônibus está às 2:25pm porque você está errado! Ou você espera até 1am para o próximo ônibus ou volta amanhã! Próximo…..” Nossa, obrigado pela sua gentileza né? Sua %$%89&^%$%@##!!!!!

Legal, sem um puto, morrendo de fome, cansado e nervoso por causa disso tudo, o que é que eu ia fazer? Vi um ônibus indo para Los Angeles e pensei que melhor estar em Los Angeles do que em Las Vegas… Los Angeles fica há uns 50 mins de casa, e muito mais próximo de quem eu conheço aqui, para qualquer emegência.. Entrei na fila, o motorista viu meu ticket que estava para Riverside e disse “mas eu estou indo para LA” e eu disse na hora “eu sei, senhor. Me leve para lá, que seja. Eu não posso mais ficar aqui”. E ele falou “tudo bem, entre no ônibus.”

Quando sentei na poltrona que eu me dei conta do que estava acontecendo.. Meu Deus do céu! Estava em choque… Nossa, fico mal só de lembrar…

E depois é claro que todos os que eu tinha ligado me ligaram de volta… Agora né? Mas antes tarde do que nunca.. Soube que havia um amigo em Los Angeles e ele poderia me dar uma carona no domingo para Riverside… Bom, melhor do que nada… Depois de falar com meu pai, ele ligou putíssimo lá no VISA e meu cartão voltou ao normal.. Ótimo porque eu estava azul-banana de fome.. Comi e apaguei no ônibus…

Me fala se isso não é uma aventura para lá de inesquecível? (No mal sentido essa né, infelizmente..)

Bom, encontrei meu amigo, que é o meu gerente do banco daqui, e conheci seus filhos e a casa dos pais deles e tudo mais.. Ficamos lá em LA e no domingo voltamos para Riverside…

Olha, nunca mais pego esse ônibus… Táxi então? É um insulto perguntar para mim a partir de hoje se eu vou andar de táxi de novo. Trauma!

Papai do Céu, por favor me ajude a comprar um carro, porque outra dessa.. Eu acho que meu coração não aguenta.

Tudo bem meus queridos leitores, agora já estou em casa, estou bem e dos males o menor né?

Las Vegas… Cidade do Pecado……. Nem me fale….

Today’s Song – Lady Gaga – Poker Face

Felipe – Phill