America on Wheels

June 9, 2010

Meus leitores, primeiro peço desculpas pela ausência absurda… Mais de um mês sem postar..

Bom, recapitulando o post anterior, disse que havia chegado à metade da jornada aqui, e me auto-desafiei a fazer com que essa segunda parte seja ainda melhor. Pois bem…

No começo de Maio fiz uma entrevista de trabalho, e passei! Estou trabalhando aqui na América! Não é incrível isso? Além de poder aprender sobre outras culturas, principalmente a americana, uma das coisas mais importantes foi obter meu Social Security Card, que é como se fosse o CPF aí. Isso aqui não tem preço!

Bom, há uma ou duas semanas atrás, eu já estava CEGO de vontade de comprar meu carro, e esperava algo bom, mas modesto. E que carro que eu peguei? Um Chrysler conversível.

Ora ora ora né, quem diria… A minha vida está completamente corrida, trabalho e MEU carro que me leva para lugares que não dava para chegar antes.

Por isso a ausência.. Mas digo com convicção que nesse pouco tempo, esse desafio de superar um dia após o outro, já está entrando na lista das conquistas.

Aqui, duas fotos da minha super caranga, no meu lugar preferido. Vou lá no mínimo uma vez por semana para ficar apreciando a boa vista, com uma boa música, pensando na vida…


(clique na foto para ampliar)

Próxima aquisição vai ser minha casa na praia! Hahahahaha… Calma, calma. Não tão cedo, mas antes do que eu imagino. = ]

Celebrando duplamente: a surpresa de ser contratado, o que é incrível, e a finalmente e tão esperada aquisição da minha caranga!

Vou tentar retomar meu blog e não desapontar vocês hehehe… Tem muita coisa acontecendo por aqui!

Um beijo,

Felipe – Phill.

Today’s Song: Kings of Tomorrow – Finally (Vocal Solo)

Changes and Keepers

April 28, 2010

Hoje parei para pensar nos passos que venho dado há quase seis meses…

Mas nesse mesmo hoje, não quero falar dos passos que percorri, e sim sobre os passos que percorrerei…

Meu curso em Pós-Graduação em Business and Management está em sua exata metade, e arrisco dizer que sua metade mais importante já se foi. Todo o fascínio e toda a vontade de absorver 200% de tudo o que há ao redor já não é a verdade mais absoluta, e sejamos francos, isso não é surpresa.

Faz essa mudança parte do curso? Parte da viagem, com certeza. Estar aqui, nestas condições e sob este contexto com certeza despertou interesses em mim que antes eram classificados como sonhos engavetados, rascunhos inacabados de estilos de vida… E o que me deixa intrigado é saber que dos sonhos mais antigos e das minhas aspirações mais inocentes, é de onde tiro as melhores idéias; é de onde sinto mais sede de levar tudo para frente.

Cheguei aqui com uma modesta bagagem profissional, uma percepção de mercado da qual não posso reclamar, e que agora só me refiro à mesma para dar suporte a tudo o que sei, entendo, uso e acredito hoje. Sinceramente, saí do Brasil “sonhando” em trabalhar em uma grande empresa, não necessariamente uma empresa grande. Um lugar onde eu pudesse ter o meu êxito e no “bottom line” eu poderia contribuir para a empresa – a sociedade – o mundo, da melhor maneira possível, e assim obter o reconhecimento, a recompensa, a satisfação em igual patamar.

Sem medo de ser julgado, compartilho com vocês que não sabia por onde começar, o que fazer e como fazer. Me diz se você, no começo da sua carreira, sabia onde estaria hoje? Pois é.. Não julge.. Mas continuando, hoje eu consigo facilmente analisar por segmento de mercado que mais me interessa, ou o perfil da empresa que mais leva em consideração os valores que me são mais importantes, ou até arriscar dizer a empresa “X” porque nela, independente desses dois fatores, há o terceiro fator: o EGO.

Pode parecer meio bobo, mas antes isso para mim não só era difícil, como também nunca havia passado pela minha cabeça. Na criação de “estude menino, que é o que vai te dar dinheiro”, a gente acaba acreditando demais em títulos, e de menos em potencial. Mas não posso reclamar, foi assim que passei na primeira lista do vestibular do Mackenzie. E por que não dizer também que foi assim que insisti em fazer esse curso aqui?

E realmente… Hoje considero que no campo profissional, minha “visão” também mudou. A visão é o escopo do que perseguimos. É o que buscamos ser ou atingir. E se mudou, mudou para quê? Enquanto antes achava que entrar na empresa X vestindo o Armani e tendo um office lá em cima, sem saber o que, para que, e como fazer o que quer que deveria ser feito, era o que eu chamava de visão, hoje identifico a visão como entrando na empresa X, sabendo exatamente o que fazer, como fazer, com quem fazer e para que fazer. Não só isso, é queimar os neurônios para descobrir novos “o que fazer”, otimizar os “como fazer”, selecionar e treinar “com quem fazer” e convencer o “para que fazer”. Minha visão é portanto, estar inserido no melhor contexto possível, sendo ele o trabalho, a empresa, as pessoas, para assim conseguir extrair todo o potencial de que sou capaz.

E ao conseguir mudar essa “visão” com apenas seis meses, comprovo que a metade mais interessante do curso que eu estou fazendo já se foi.
Isso não quer dizer que eu não possa fazer essa outra metade exceder minhas expectativas, e ser também, a metade mais interessante, assim que acabar, certo? =]

Meu recado de hoje é esse: sonhamos bastante, abrimos asas quando dormimos… Não exercer toda essa criatividade enquanto estamos vivendo é o que nos prende e nos afasta da felicidade, é o que nos priva de fazer a diferença. Aqui entra o estudo, o conhecimento é claro, você tem que saber (principalmente hoje em dia) o que fazer, como fazer, para quem fazer e com quem fazer. Para FAZER direito. Sonhar é o primeiro passo, o segundo é começar… E como disse Martin Luther King: “Você não precisa enxergar todos os degraus da escada, para subir o primeiro”. Amém.

Eu quero fazer a diferença. E você?

Today’s Song: Doris Day – Perhaps Perhaps Perhaps

Felipe – Phill

Las Vegas :: Sin City

April 19, 2010

Meus queridos leitores! Depois de deixar meu blog hibernando por semanas, volto com mais novidades e aventuras absurdas.

Para meus leitores novos, esse é o blog em que eu atualizo minha família e meus amigos sobre a aventura que estou vivendo, do momento da partida lá de São Paulo – Brasil, até o dia de hoje. Daí o título do blog: Phillus to Fill us about the US adventures. Sejam bem-vindos!

E para quem já é da casa, vamos lá!

Nesse final de semana fui para Las Vegas de novo. Dois amigos de São Paulo vieram passar suas férias aqui na América e depois de New York e San Francisco, eles vieram para Las Vegas, que fica há umas 4 horas de distancia de onde eu moro. Então, arrumei minhas trouxas e na quinta-feira fui para Las Vegas, para passar um final de semana tranquilo.

Achei um ônibus que faz o percurso ida e volta por apenas 42 dólares. Óbvio que ônibus aqui é uma porcaria, mas por esse valor.. Irrecusável!

Então lá chego eu de madrugada já, encontro meus amigos e fomos para a rua….. Realmente Las Vegas é a cidade do pecado, daí “Las Vegas: Sin City”.

Muita diversão, álcool, sexo e rockn’roll! A censura não permite dizer, mas que foi legal, foi. Acordei em uma Penthouse (suíte master dos hotéis) demais, com sala de cinema e mesa de bilhar, só para vocês terem uma idéia… Hahaha.. Pois é..

Bom, saindo dessa suíte, voltei para o Bellagio que era onde meus amigos estavam hospedados, e eu com eles. (O Bellagio é o casino que gravaram o “Onze Homens e Um Segredo” – o casino do Andy Garcia.. Heheheh, chato, chato…)

Eles iam embora no sábado de tarde, então essa noite de sexta-feira seria nossa última. Vimos a balada mais VIP de Vegas e fomos para lá. Era a tal da XS no hotel/casino Wynn. Aqui a noite foi ainda mais absurda, fotos e vídeos a caminho também, ou vocês acharam que eu não ia compartilhar com vocês? Heheheh..

Voltamos para o Bellagio tortos, bêbados e felizes. No dia seguinte é que a aventura começa, acredite…

Saímos do hotel e fomos para a fila do táxi. Nos despedimos, e eu particularmente odeio despedidas. Sabe quando eu vou vê-los de novo? Que droga, isso me irrita! Enfim, eles foram para o aeroporto e eu entrei na fila do táxi de novo. Depois percebi que não tinha nem um dólar na minha carteira, só cartões. Voltei para o hotel procurando um caixa eletrônico e até achei. Mas quem disse que consegui sacar alguma coisa? Liguei na Itaucard aí do Brasil, expliquei que teria que fazer um saque emergencial e mesmo assim, a comunicação desses call-centers é muito limitada, para ser educado. Tentei sacar com 3 cartões diferentes, e nada. Tinha uma hora e meia para meu ônibus sair. Então pensei em pegar o táxi e passar no banco para sacar dinheiro no caminho. Meio arriscado, mas o que é que eu poderia fazer com mala, mochila, notebook e tudo mais? Então peguei outro táxi para ir para a rodoviária (é, o carro faz falta demais..) e pedi para a moça passar no Wells Fargo mais próximo dali. Ela disse que ficava há meia hora dali! Magina? Las Vegas é praticamente uma rua, meia hora de táxi era para ir até o meio do deserto e voltar!! Aí vejo que ela tem uma maquininha de cartão dentro do táxi. Perguntei se ela aceitava cartão e ela disse que sim, então ótimo né? Não ia precisar sacar dinheiro nem pagar tarifa para isso, porque ela aceitava o bendito cartão. Bom, cheguei na rodoviária e tinha dado uns 30 dólares. Passei o primeiro cartão: negado. Segundo cartão: negado. Aqui ela já olhou para mim para ver o que estava acontecendo.. Saquei meu último cartão e passei na maquininha: negado. Pronto, FODEU tudo. Ela perguntou se havia algum problema… Problemas há vários, né?

Disse que o cartão não havia passado. Tentei os 3 de novo, nada. Eu fiquei muito incomodado com isso porque se eu fosse no banco sacar, provavelmente eu teria o mesmo problema. E agora? Pedi para ela passar no Wells Fargo e ela se virou e perguntou “você vai poder sacar se a gente for? Por que eu sei como as coisas são.. Se não está conseguindo passar o cartão aqui, se chegar no banco vai ser a mesma coisa”. E realmente, cheguei no caixa eletrônico, só podia sacar múltiplos de 20 por causa das cédulas. E quanto havia para saque na minha conta???? Dezessete dólares em um cartão, e dezenove em outro cartão. Fala se isso não é uma delícia? Perguntei se ela dividiria o valor em dois cartões e ela falou que não era possível. Então perguntou se eu tinha algo de valor. Comecei a suar frio aqui, como que isso estaria acontecendo comigo? Bom, depois de muito relutar.. Ofereci para ela minha corrente que comprei em Orlando. Ela não aceitou… Ofereci o meu CELULAR!! E ela falou que não poderia fazer nada com ele.. Disse ainda que se eu não pagasse ela teria que chamar a polícia, uma câmera dentro do carro grava tudo e eu teria que prestar contas com as autoridades.. Falou que se eu estava com o visto daqui, provavelmente eu teria que ser deportado.. Enfim, fez o TERROR. Eu já não conseguia nem mais pensar direito, estava apavorado… Tentei ligar para todo mundo: pai, irmã, amigos.. Óbvio que ninguém atende o telefone nessas horas… Malditos! Falei que tinha a bateria do meu notebook, havia pagado 120 dólares, era muito mais do que a corrida do táxi tinha dado. Aí a taxista disse que ela não poderia fazer nada com a bateria. Ela disse para eu entregar o meu notebook para ela e ia guardar nessa semana até que eu ligasse para ela e quando pagasse a corrida, ela devolvia. O QUE? Um MacBook Pro de 17″ que custou 4 mil dólares? Ela devia estar babando na gola….. Falei que se fosse assim, era para ela chamar a polícia mesmo.. E nisso ela indo para lugares ASSUSTADORES na periferia de Las Vegas… Eu já estava com o coração na boca.. Suava, estava ficando meio tonto de fome, de nervoso, preocupado.. Meu Deus, e agora? Nisso, liguei para meu amigo carioca que conheci aqui em Riverside, amigo de sala. Poxa, ele não tem nada a ver com isso, nem era a pessoa que deveria se preocupar com isso, mas e a família que não havia antendido a PORR@ do telefone? Era uma emergência… Liguei para ele e ele atendeu.. Estava com seus pais que vieram do Brasil para passar a semana do aniversário dele aqui… Eu pedi desculpas acho que umas mil vezes.. A mulher me olhando, eu no meio do nada de Las Vegas, já estava na hora do ônibus e perguntei se ele podia me emprestar o cartão de crédito dele… Ele falou “claro, sem problemas cara… O que é que você precisa?” Puta que pariu viu.. Só nessas horas para saber com quem contar… (VALEU BRUNÃO! VALEU MESMO!!!) Peguei o número e as informações do cartão, passei para a taxista, ela ligou na central para eles efetuarem o débito.. Informaram que o valor seria 75 dólares!!!!!!!!!!!!!! Eu aceitei na hora, eu só queria sair daquele carro, estava ficando sem ar… O cartão passou, ela abriu a porta, peguei minhas coisas e saí do táxi. Nossa que desespero… Chego na rodoviária, onde está o ônibus? Já tinha ido né, também depois disso tudo… O atendimento de rodoviária é uma porcaria aqui também viu, não só no Brasil. Aliás, acho que o serviço do Brasil é melhor.. Então a mulher fala “seu ônibus saiu às 2:10pm, você não vem perguntar onde seu ônibus está às 2:25pm porque você está errado! Ou você espera até 1am para o próximo ônibus ou volta amanhã! Próximo…..” Nossa, obrigado pela sua gentileza né? Sua %$%89&^%$%@##!!!!!

Legal, sem um puto, morrendo de fome, cansado e nervoso por causa disso tudo, o que é que eu ia fazer? Vi um ônibus indo para Los Angeles e pensei que melhor estar em Los Angeles do que em Las Vegas… Los Angeles fica há uns 50 mins de casa, e muito mais próximo de quem eu conheço aqui, para qualquer emegência.. Entrei na fila, o motorista viu meu ticket que estava para Riverside e disse “mas eu estou indo para LA” e eu disse na hora “eu sei, senhor. Me leve para lá, que seja. Eu não posso mais ficar aqui”. E ele falou “tudo bem, entre no ônibus.”

Quando sentei na poltrona que eu me dei conta do que estava acontecendo.. Meu Deus do céu! Estava em choque… Nossa, fico mal só de lembrar…

E depois é claro que todos os que eu tinha ligado me ligaram de volta… Agora né? Mas antes tarde do que nunca.. Soube que havia um amigo em Los Angeles e ele poderia me dar uma carona no domingo para Riverside… Bom, melhor do que nada… Depois de falar com meu pai, ele ligou putíssimo lá no VISA e meu cartão voltou ao normal.. Ótimo porque eu estava azul-banana de fome.. Comi e apaguei no ônibus…

Me fala se isso não é uma aventura para lá de inesquecível? (No mal sentido essa né, infelizmente..)

Bom, encontrei meu amigo, que é o meu gerente do banco daqui, e conheci seus filhos e a casa dos pais deles e tudo mais.. Ficamos lá em LA e no domingo voltamos para Riverside…

Olha, nunca mais pego esse ônibus… Táxi então? É um insulto perguntar para mim a partir de hoje se eu vou andar de táxi de novo. Trauma!

Papai do Céu, por favor me ajude a comprar um carro, porque outra dessa.. Eu acho que meu coração não aguenta.

Tudo bem meus queridos leitores, agora já estou em casa, estou bem e dos males o menor né?

Las Vegas… Cidade do Pecado……. Nem me fale….

Today’s Song – Lady Gaga – Poker Face

Felipe – Phill

The Journey ! ! !

April 1, 2010

Que viagem!

Passei por mil lugares… Acabei de falar de cada um deles; separei cada dia em um post para não sobrecarregar a leitura e para poder falar com mais calma de cada dia. Como foi muita coisa dita, eu posso não ter deixado o texto polido e revisado como faço em todos os posts.. E também, como cada post da viagem faz parte desse aqui, os comentários de cada um deles estão desabilitados. Para comentar, use esse aqui.

Esse foi o roteiro oficial da viagem: http://bit.ly/bwvYFP (Google Maps) que mostra cada – e todos – os pontos da viagem que fiz! Demais..

Por ora, vou compartilhar com vocês as fotos… E são muitas!

Eu separei os álbuns por lugares que fui… Clique no link abaixo, e pronto!

http://bit.ly/9lO5jr

Realizei vários sonhos nessa viagem…

Peguei a neve na mão, fiz meu primeiro boneco de neve, conheci os cassinos em Las Vegas, dirigi por paisagens remotas e cheias de neve, e também pela Golden Gate Bridge entre outros pontos marcantes da viagem… Mas acho que na verdade a viagem em si foi um ponto marcante…

Hoje foi o dia em que eu decidi postar sobre a viagem, mas na verdade demorei 3 dias para falar (escrever) de tudo que vivi nessa jornada, que sem sombras de dúvida alterou minha percepção dos Estados Unidos, da minha vinda para cá, do meu mundo e da minha vida.

Um beijo e até a próxima.

Today’s Song: Doris Day – Sentimental Journey

Felipe – Phill

Obs: Logo abaixo tem um link “Filed in 2010 Spring Break”. Se você clicar nele, vão aparecer só os posts que eu falo da viagem, e se você estiver interessado em ler tudo sobre ela, fica mais fácil para localizar os posts.. =]

Cheguei dessa viagem incrível em Riverside terça-feira à noite, e teria que devolver o carro só na quinta-feira. Isso não estava certo.

Combinei com meu amigo de dar uma volta em Los Angeles na quarta-feira então, já que não teríamos gasto com hotel, a gente podia ir de manhã, almoçar por lá e voltar no fim da tarde. Ele concordou, mas no dia seguinte acordou com dores de cabeça e tudo mais.. Acho que foi a deprê pós-viagem que bateu. Heheh.. É, sozinho não ia ter a mesma graça – depois dessa viagem toda – mas eu também não poderia deixar de ir, então falei para ele que eu iria, e fui.

Antes, passei na loja dos patins (lembra deles? hahaha) e aproveitei a oportunidade única de estar com o carro para ir até lá devolvê-los! Cheguei lá com um comprovante todo rasurado, patins comprados em Janeiro e devolvi sem o menor problema! Haha, quando que no Brasil a gente consegue uma barganha dessas? Bom, são US$ 50,00 que voltam para mim, para ajudar com os custos da viagem. Outra coisa que fiz ainda em Riverside foi ir até a Nordstrom (estilo uma Zara deles aqui) e fui devolver um casaco que eu comprei também, porque achei meio xoxo (na verdade até gostei, mas depois de comprar um casaco por 19 dólares no amazom.com, era um ultraje pagar 50 dólares em outro). Cheguei lá, e devolvi também sem o menor problema. A cultura aqui é tão evoluída, eu amo isso aqui. Devolva, seja um consumidor satisfeito. Consumidor satisfeito volta sempre e compra mais.. Difícil pensar assim né Brasil? Eita… Então mais cinquentinha de volta pro meu bolso, que já estava na UTI com os gastos da viagem..

Depois disso tudo, caí na freeway sentido Los Angeles, cheguei aos arredores às 11am/12pm e demorei horas lá perto por causa do trânsito. Fui direto para Hollywood e saí fotografando tudo. O Kodak Theatre estava interditado porque estava tendo a estréia do filme “Clash of Titans” (que é uma bosta), então não deu para tirar foto de lá. Calçada da fama, esquece.. Lotada! Fui direto para a placa do “HOLLYWOOD”. E estava completamente perdido, ia seguindo minha bússola pessoal só. E não é que acertei em cheio e fui parar no pé da placa? No álbum de fotos tem minha trajetória, e alguns vídeos até.. Inacreditável pensar que saí de São Paulo, nesse país que é “educado” pelos filmes norte-americanos, e agora estou no coração de onde tudo é feito. Uma mistura de se sentir importante, privilegiado e insignificante e tão pequeno enquanto apreciava a vista. Olhava para o símbolo HOLLYWOOD de frente, ao invés de olhar para cima! E de quebra, quando olhava para baixo, via a cidade de Los Angeles inteira. Sem palavras..

Depois fui passear pela Santa Monica Boulevard, onde apreciei o pôr-do-Sol. Pô, pôr-do-Sol é na Sunset Blvd né? Eu sei, mas já te falei que eu estava perdido? Hahaha… Parei em West Hollywood, bairo para lá de “alegre” também. Almocei/Jantei e como já estava escuro, estava pensando em voltar para a casa, e quando procurava uma freeway para voltar, vi a placa “Bervely Hills”. Ha! Não ia poder tirar mais fotos, mas perder a oportunidade eu não deixaria acontecer. Confesso que ver mansões (ou seus muros) e ruas escuras com uma Ferrari, uma Land Rover e outros desses carros passando de vez em quando foi meio monótono, ficou mais por conta da imaginação, dirigir no meio desses peixes grandes, e bota grande nisso. Aí na volta, quando achei a Sunset Blvd, até tirei uma foto, mas estava bem escuro já… O álbum desse dia está no Picasa como “Hollywood & Bervely Hills – Los Angeles”.

Voltei finalmente para Riverside, cansado e muito, muito feliz.

Essa minha jornada havia acabado, infelizmente. Já estava (e ainda estou) triste por ter acabado, dá muita vontade de voltar lá.. Lá longe… Mas a vida continua, e depois de dirigir 3.800 km em menos de uma semana, minhas férias acabaram e agora é hora de voltar aos estudos!

No dia seguinte, acordei cedo e fui levar o carro lá na locadora.. Depois de entregar as chaves, a depressão veio forte para mim. Fiquei naquele sentimento de inconformidade. Primeiro, porque estava dirigindo a vontade por uma semana, e agora tinha que fazer as pazes com a minha bicicleta. Segundo, porque a viagem mais absurda e marcante da minha vida tinha chegado ao fim. E olha como isso é irônico, se você pensar que eu já estou em uma viagem muito maior, só por estar aqui na América…

… continua!

Chegamos em Carmel por volta das 10pm..

Eu estava bem cansado, pelo dia e pelo acúmulo de tanto dirigir. Então ficamos tentando decidir se agendávamos o Hearst Castle para mais tarde mesmo, ou se riscaríamos Carmel do mapa também. Ainda bem que agendamos o castelinho para depois, porque Carmel é linda, ou melhor “Charmel”. Chegamos no hotel e fizemos uma contabilidade do que fora gastado até então, e para nossa surpresa (ou não né) o saldo já estava mais do que estourado! Ha… Pelo visto, Santa Monica, Santa Barbara, e até mesmo Los Angeles teria que ficar para depois, mas mesmo assim, a viagem já tinha conteúdo o suficiente para ser inesquecível..

Mas voltando para Carmel, a cidade tem uma arquitetura bem barroca, renascentista, e uma vielas que não revelam que estamos no país da tecnologia; tudo parece tão pacato e tradicional aqui. Acordamos varados de fome e fomos procurar um Ihop para comer pancakes (estamos viciados em panquecas! Hahaha). Óbvio que Carmel não suporta uma fast food dessa, a cidade é toda artesanal, então quando vi dois senhores conversando em frente uma casa, parei e perguntei se havia mesmo um Ihop na cidade. Eles de prontidão disseram que não, quando eu perguntei onde havia um lugar para “comer boas panquecas”. O senhor deu uma risada e nos orientou para procurarmos pelo “The Cottage”, que serviam pancakes o dia inteiro, já que queríamos tomar o café da manhã às 11am. Aliás, por falar nesse horário, você lembrou de ligar para o Hearst Castle? Nem eu… Estava tão podre ontem que não consegui acordar às 8am para ligar lá e remarcar, dormi direto… Enfim, agora era só chegando lá para saber. Então comemos nossa panqueca com calma, mas atentos ao relógio porque às 3pm seria o último tour do dia no castelo, e estávamos há duas horas (no mínimo) de chegar na cidade. Vimos bem rapidamente “Charmel” e sua avenida que fica na costa do Pacífico, com mansões muito modéstas. Não tirei fotos desse trecho porque estava atento nas curvas tortuosas e nas paisagens lindas. Mas há algumas fotos de Carmel sim, até das panquecas que comi! Hehehe..

Então saímos de Carmel-by-the-sea num passo apertado para chegar até o Hearst Castle no máximo às 3pm. No meio da Pacific Highway (estrada que contorna a costa inteira da Califórnia, com paisagens de tirar o fôlego), eu nem precisei me incomodar com a paisagem porque além do dia estar nublado, eu como já saí de São Paulo e fui para a Bahia de carro pela costa brasileira posso dizer que nosso país não tem a fama de ser lindo por acaso. A única coisa que achei legal e incomum foi ver um pasto bem verde com vacas bem gordas comendo e um penhasco com o oceano do lado. Bem campo&praia num cenário só.. Enquanto isso, liguei para a administração do Hearst e pedi para reagendar nossos tickets para o tour das 3pm. A moça que me atendeu – típica educação do telemarketing, que não é só no Brasil que a gente tem – me informou que não seria possível remarcar porque perdemos o horário, e não havia reembolso. O que? Quarenta e oito dólares no lixo? Ahãn! Até parece.. Chorei, bati o pé e nada dessa cachorra ceder. Estava apelando já, dizendo que era estudante, estava duro, queria conhecer o lugar, era do Brasil e ia sair do país em alguns dias, mas como em toda boa e velha estrada adivinha? Acabou o sinal do celular! NÃO É UMA DELÍCIA ISSO??? Bom, continuei indo com esperança, e lá tentava dar um jeito… E dá-lhe chão para chegar no castelinho… Deu 2pm, 2:30pm, 2:50pm e mais algumas milhas para chegar lá.

Eu voava na medida do possível, porque a estrada aqui também é bem estreita com trechos bem perigosos, e a chuva ainda nos seguia… A chuva parou exatamente às 2:45pm e eu cheguei lá exatamente às 3:05pm. O tour começava às 3:10pm. Pensa em alguém cagado! Não só isso, cheguei e fui direto com meu número da reserva no balcão dos tickets como quem não sabia de absolutamente nada, xavequei fortemente a mocinha (para ser gentil) antes de informar o número.. Falei que estava com as reservas, e haviam passado “um pouco só” e queria assistir o tour das 3:10pm. Ela disse “claro, sem problemas. Me informe o número da sua resevra..” Quando ela viu que era para às 9am ela ficou branca: “Passou muito já na verdade né Phill? Deixe-me ver com minha supervisora”. Pensei comigo “pronto, fod**! Pelo menos tentamos…” Aí na ligação de não mais que dez segundos a mocinha desliga, vira para mim com um sorriso meio amarelo e diz: “olha Phill, você teve muita sorte.. Normalmente ela não permite remarcações, e o tour desse horário já está lotado, mas ela autorizou, então vou imprimir seus bilhetes, mas corre porque o tour já está para começar”. Haha!!!!!! De novo, pensa em alguém ca-ga-do.

Entramos no ônibus que nos leva pelas estradas da propriedade (o castelo) e daqui já é notório que o lugar é monstruoso. Fotos do castelo também estão no álbum. O dono era um colecionador de antiguidades, então não era de se surpreender que o teto de um dos cômodos era de um mosteiro da Espanha, a pedra da lareira principal vinha de outro castelo da França, chafariz com estátuas egípcias de 3.500 anos, piscina interna com azulejos cravados em OURO do chão ao teto e etc..

O álbum deste dia está no Picasa como “Carmel and Hearst Castle”.

Bom, saímos de lá revoltados com tanta estupidez! É ridículo de lindo e suntuoso, cada detalhe tem história e muito luxo, valeu muito a pena. Por falar em pena, pena mesmo foi o tour em si. Muito fraco, é visível que os instrutores já estão cansados de falar a mesma coisa, são estúpidos e não vêem a hora de irmos embora, para outro grupo entrar, e eles ganharem mais dinheiro. Que seja, valeu pela beleza do lugar..

Então, como o “budget” já tinha estourado ontem, fechamos com chave de ouro (literalmente) e voltamos desapressados para Riverside, um dia antes do previsto.. Mas com a memória cheia de lembranças, recordações e muitas saudades.

Mas esse não foi o fim não, ou você achou que eu ia deixar o carro um dia inteiro parado em casa? Eu queria dirigir até a Lua se eu pudesse, ia usar o carro até o fim! Hahaha..

… continua!

Descendo colinas abaixo, a neve foi ficando para trás… Assim como minha primeira experiência com ela, que eu nunca vou esquecer. Tudo o que passei dessa viagem até agora, foi deixando saudade… E olha que estava longe de acabar.

Uma bela manhã de segunda-feira e estávamos indo para San Francisco! Como as estradas que tínhamos que pegar estavam fechadas, nós fomos por outra que o dono do hotel de Bridgeport havia recomendado. Infelizmente não ia dar para chegar pela parte norte de San Francisco como eu planejei, mas pelo menos chegaríamos. (Se eu chegasse pela parte norte à San Francisco, entraria na cidade pela Golden Gate Bridge. Entendeu?!)

Então foi por volta do meio dia que chegamos em San Francisco, pela Emperor Norton Bridge. Todo aquele Sol lindo e maravilhoso deu espaço para um céu cinza, cheio de nuvens e aquela chuvinha chata. Fiquei puto da vida, onde já se viu perder um visual lindo da cidade, por uma chuvinha de meia tigela? Droga… Mesmo assim não desanimei, entramos na cidade e daqui posso dizer que San Francisco é diferente de todas as cidades da Califórnia, ou até do oeste. Ela tem um ar de New York, mas não deixa de ter sua identidade. San Francisco é única, assim como toda essa viagem vem sendo..

Entramos em downtown, aqueles prédios gigantescos e as ladeiras típicas da cidade.. Que lindo.. Nossos tickets para o Hearst Castle* estavam marcados para o dia seguinte, às 9am e como chegamos em SanFran depois do meio dia, seria impossível fazer tudo o que planejamos e depois passar pelo Silicon Valley (Vale do Silício), descer até Carmel, dormir em Carmel, conhecer Carmel, deixar Carmel pela manhã e chegar no Hearst Castle que fica em uma cidade chamada San Simeon, que não é perto de Carmel.. (Um doce para quem adivinhar quantos Carmel’s eu escrevi! Hahahah..)

Então conhecemos San Francisco sem pressa, tive que cortar o Silicon Valley do roteiro, com muita dor no coração.. Estava tão perto de conhecer o lugar de várias empresinhas caseiras como Google, Yahoo!, Oracle, Adobe, Cisco Systems, Symantec, Electronic Arts e eticétera ao quadrado! Enfim.. Quando chegamos, a primeira coisa que fizemos foi dar uma volta sem compromisso.. Fui clicando fotos enquanto dirigia, porque era muita coisa para ver e pouco tempo (e paciência) para parar, tirar fotos e voltar a cada meio quarteirão que a gente passava. Decidimos procurar a Lombard Street, que é famosa por suas curvas. Lembro que li há um tempo atrás, que é a rua mais curvada do mundo, não sei se isso ainda perdura, mas de qualquer forma, é muito legal dirigir por ela não só porque seu caminho é tortuoso, ou porque a vista dela é incrível, mas também por tudo o que ela representa, principalmente para mim. Bom, chegamos nela muito por acaso, e justo no trecho que ela é curvada (porque no resto, é uma reta só). Saquei logo meu celular/câmera e comecei a filmar enquanto descia, mesmo embaixo de chuva. Depois de algumas fotos e tudo mais, fomos para a famosa Golden Gate Bridge. U-A-U! O que é essa ponte?

Na verdade, ela nem é a maior, nem a mais cumprida, e muito menos a com maior tráfego, mas é a mais bonita e com certeza a mais conhecida. Perto dela também há a ilha de Alcatraz, a prisão/fortaleza que foi cenário de vários filmes, como o “A Rocha” por exemplo. Incrível né?

Depois, mais uma volta pela cidade, vimos os famosos bondes de San Francisco, e confesso que achei meio irritante ter os trilhos dos bondes no meio das pistas.. Além de derrapar nos trilhos com a chuva, é muito desconfortável quando o carro trepida a cada mínimo movimento em cima dos trilhos, mas enfim…

Almoçamos em um bistrô lá no bairro Castro, que é bem conhecido por sua.. “alegria”.. hehehe, paramos também em Chinatown, que é muito típico.. Parece a 25 de Março, mas em uma subida. =]

Passeamos pela cidade mais um pouco, e de novo era notório que não ia dar para conhecer tudo. Combinei com meu amigo que ligaríamos no Hearst Castle para reagendar o ticket para mais tarde, porque estávamos há horas de chegar lá e seria logo na manhã seguinte. Saímos de San Francisco à 6pm. Alguma coisa passa pela sua cabeça quando você junta cidade grande + seis horas da tarde? Deixa eu te refrescar a memória: TRÂNSITO! Pois é, umas duas horas para sair dali. Não que eu esteja reclamando; a cada parada total do carro, eu já sacava o celular, e tirava mais uma foto.. Hahaha, mas mesmo assim, duas horas de trânsito ninguém merece né. Mas para meus leitores paulistas que sofrem com o trânsito na Marginal Tietê ou na 23 de Maio (assim como eu sofria), eu pelo menos estava no trânsito da Emperor Norton Bridge, uma ponte imitação da Golden Gate, mas 3 vezes maior! Heheh..

Conseguindo sair de San Francisco, havia chãããão até chegar em Carmel. Então, pé na tábua (ou melhor, no acelerador), porque amanhã seria o penúltimo dia da viagem, mas a gente não sabia disso ainda.. Hahaha..

Veja no Picasa as fotos desse dia pelo álbum “San Francisco”.

… continua!

Sim, chegamos em Bridgeport lá pelas 9am. Mas antes…

Sai de Vegas às 9pm e fui dirigindo sentido norte até quando deu… O engraçado é que chegamos ao amanhecer em Yosemite National Park, que era nosso próximo destino. Então ao invés de descansar e continuar a viagem nesta manhã seguinte, eu fiz todo esse percurso de noite, e de manhã já estava aqui em Yosemite. Nosso atraso da viagem tinha acabado, porque oficialmente era para estarmos aqui nesse dia mesmo, mas quem disse que eu não estava cansado? Eu estava morto.. Mesmo assim entramos na estrada que leva até a portaria do parque, e as florestas cobertas de neve e toda aquela vista linda que parecia nem se mover, ficava cada vez mais lindo e envolvente. Sono por sono, eu durmo quando chegar em casa, isso aqui eu quero aproveitar ao máximo!

Mas infelizmente, no meio da estrada, a má notícia: “estrada fechada”. Caramba, havia nevado tanto (ou muito recentemente) que as estradas estavam fechadas para entrar no parque. Digo, já estávamos no parque de fato, mas entrar nas instalações e ver as Sequóias Gigantes, que estavam tão próximas, não foi possível.. Mesmo assim, tivemos momentos bons lá em cima; dirigir por essa paisagem bucólica e intrigante, praticamente inabitada, chegar na hora em que o Sol estava nascendo, de laranja para o amarelo, em Crowley Lake, ver um “iceberg” cheio de gaivotas no Mono Lake, e a neve fofa nos camping-grounds no meio das florestas, tudo foi muito válido. Por isso eu estava com uma cara de morto nas fotos… Pensa em ficar quase 24h acordado, e dirigindo por 12h! Heheh.. Porém tudo valeu a pena mesmo…

Agora não só não conseguimos entrar no parque, como também não poderíamos entrar na freeway que seria a continuidade do nosso caminho! Isso não estava nada bom: deveríamos seguir para oeste, e as duas freeways que tínhamos como escolha estavam fechadas. Interessante isso né? Bom, ou a gente voltava até praticamente Las Vegas para ir pelo sul ou continuava pelo norte até conseguir seguir para oeste. E assim fizemos.

E é aqui que entra Bridgeport..

A cidade era toda branca…  Achamos um hotél muuuuito legal, estilo chalé (também, com essa neve toda) e fizemos o checkin. Aí claro, come, toma banho, vê e-mail, conversa, fala, vê tv e fomos dormir quase 1pm… Só tive que acordar às 7:30pm para comprar alguma coisa para comer porque a cidade inteira fechava às 8pm. Então fui um bar/restaurante e quando entrei achei muito legal. Decoração típica dos estados frios dos Estados Unidos.. Estava me sentindo no Alaska! Aquele frio lá fora, e o ambiente acolhedor dentro, com homens de chapéu, apoiados no bar bebendo cerveja, rindo da vida… Bom, comprei aquela pizza x-large e voltei pro hotel. Combinei com o Cido o que faríamos no dia seguinte, e depois de morder meio pedaço, virei pro lado e dormi de novo. É… Eu estava cansado.. Heheh

Então acordamos umas 4am, e caímos na estrada logo em seguida.. Tudo muito escuro ainda, um frio ártico e a Lua estava simplesmente enorme e dourada na nossa frente.  Daqui, tivemos que ir até o Lake Tahoe para pegar “à esquerda” para seguir para oeste. Dirigir pelas montanhas de neve e aquele Sol distante lá em cima é inspirador! Muito gostoso.. Mais gostoso ainda é parar em um pequeno restaurante na beira da estrada, no topo da montanha, e poder tomar de café da manhã, as melhores pancakes with syrup da minha vida. Nossa, a mulher fez na hora mesmo, estavam meio cascudinhas por fora e bem macias e leves por dentro. Você passa a manteiga e ela vai derretendo na panqueca… Hehehe deu água na boca né? Tirei foto da parede desse restaurante, onde há o amigo veado preso na parede, palitando seus dentes.. Hahaha, vai que ele acabou de comer panquecas também né..

Bom, depois desse café da manhã, nosso próximo destino era San Francisco. Vamos embora!

… continua!

E agora o destino é Las Vegas. A cidade das ilusões…

Saí do Marble Canyon de noite e ainda havia horas de estrada até chegar em Vegas. O engraçado da estrada é que tinha retas infinitas e de repente serpenteava para cima e para baixo das montanhas… Muito interessante estar “inserido” nesta geografia diferente do Brasil.. Sem falar do ar daqui que é muito seco.

Enfim, dirigi para sempre até chegar exatamente às 12am em Las Vegas. De longe no meio da escuridão da Freeway, dava para ver o clarão nas nuvens dessa cidade.. Depois chegando perto, as construções monstruosas e nem só isso, as toneladas e toneladas de luzes e a iluminação que é impressionante. Se os Estados Unidos tivesse uma “Paris”, ela seria aqui.

Peguei a saída da Freeway que leva direto para o coração de Vegas. Sabe, a cidade na verdade acontece em apenas duas ou três ruas. O resto, é literalmente resto. Sorte é que nessas ruas, as coisas são muito bem feitas, lógico.. É tudo feito para isso.

Então em Las Vegas eu estava bem ansioso e curioso vendo tudo o que eu podia, mas confesso que eu estava morto de sono e vamos combinar que meu dia foi bem cheio. Como eu cheguei pelo norte de Las Vegas, atravessei a Main street e fui direto na plaquinha mais famosa da cidade: “Welcome to Fabulous Las Vegas Nevada”. Como em todo deserto, estava muito frio de noite, e ventava muito.. Além disso, meu humor estava aquela beleza porque por mais linda que fosse a cidade, mais linda ainda seria a cama em que eu fosse dormir. Então tirei umas fotos na placa, com uma cara de sono absurda e fomos direto pro hotel. Dormi como um bebê.

Era para ter acordado cedo, umas 8 ou 9am. E por que é que eu ainda estava na cama às 11am? O checkout era ao meio dia, pontualidade americana. O telefone tocou para saber se ficaríamos mais uma diária lá, ou se faríamos o checkout. Checkout, óbvio. Tomei um banho rápido, enfiei tudo na mala e o pessoal do hotel já putíssimo da vida estourando nossa porta.. Hahaha, toda a emoção de Vegas já tinha começado..

Saímos de lá e fomos comer as panquecas mais gordas do Ihop (International House of Pancakes – rede de fast food daqui). Isso já era 1pm e a gente tinha “apenas” uma cidade para conhecer, para chegar em Yosemite de noite. Impossível.

Decidi – já que estávamos bem atrasados – postergar um dia em Las Vegas para conhecer pelo menos o mínimo e prosseguir a viagem com esse atraso, mas sem ter atropelado Las Vegas. Então fomos direto para o primeiro casino que era o que eu mais queria conhecer: o Venetian. Não sei o porquê, mas acho que quando vi um documentário no Discovery Channel da construção dele, fiquei impressionado com o tamanho e as proporções do lugar, principalmente com um teto gigante que imita o céu. Chegamos lá e aí foi um suspiro atrás do outro.. As fotos mostram tudo isso. Veja no post com o link das fotos, o álbum “Las Vegas”.

Como a gente não ia conseguir ver toda a cidade em um dia só – obviamente – fomos direto no que interessava. O Venetian foi o primeiro, seguido do Caesar’s Palace e logo após o Bellagio. Ainda deu tempo de dar uma passada no Paris e no Flamingo. Mas basicamente, vimos só esses 3.

Cidade da ilusão, da fantasia e do pecado. Las Vegas era um sonho também, quem não sonha em conhecer isso? E não decepcionou, a cidade é linda.. É muito intrigante (chega a ser assustador) como que, no meio do absoluto nada, o homem constrói um pólo deste tamanho. Nem pelo desafio dos recursos naturais, mas por tudo. É uma fantasia desde a idéia, até o pulso das ruas. Não pára nunca, é Las Vegas mesmo.

Então quando deu umas 9/10pm a gente já tinha passeado bastante pela cidade e estava na hora de continuar a viagem. O próximo destino seria o Death Valley National Park (Vale da Morte). De noite a gente perde completamente o intuito do passeio que é apreciar as paisagens, mas se ficamos mais um dia em Vegas, aí o atraso seria muito prejudicial. Logo, mantive o percurso e combinei com meu amigo que se ficássemos muito cansados, a gente parava em qualquer hotel na estrada e que com sorte pararíamos bem próximo ou no próprio Vale da Morte e amanheceríamos à meio caminho já.

Para a nossa sorte (ou azar) o Spring Break não era só para nós, e todos os americanos decidiram passar essas férias no Death Valley. Conclusão? Nenhuma vaga em nenhum hotel. Não se espante em saber que a gente não havia feito reserva nenhuma para os hotéis. É aí que está a graça! Heheh..

Cheguei no Death Valley por volta da 1am e a Lua estava perfeitamente redonda e brilhante. Ela foi a responsável por dar um pouco de luz na escuridão do Vale da Morte, revelando muito rapidamente paisagens lindas. Óbvio que por mais que a gente tentasse tirar foto, não saia nada. Mas foi lindo… E assustador também.. Afinal de contas, quem é que dirige de madrugada pelo vale da Morte? Só eu né!?

E passamos o Death Valley e nada de achar hotel. Não que eu estivesse cansado, estava um pouco só, mas como acordamos tarde, eu estava bem parar dirigir por mais algumas horas ainda.. E o visual desse trecho com a Lua enorme na minha frente era bem animador. Então eu parava em um hotel, perguntava por vagas, recebia o não, entrava no carro e continuava. Simples assim. E aí deu 2am, 3am, 4am.. Tudo bem, aqui eu já estava um pouco (só um pouco) mais cansado. E juro, ainda nada de achar hotéis com vaga. Parei em um posto para abastecer e perguntei para o senhor que estava lá onde eu poderia achar um hotel, ele recomendou os hotéis perto dali, dos quais eu já havia passado por todos. Fiquei então uma hora parado dentro do carro para me esticar e tirar um pouco da tensão da viagem, e quando deu 5:30am prossegui.. Logo foi amanhecendo e a paisagem era algo absurdo com a estrada que não acabava nunca.. Cheguei em uma cidade chamada Bishop, que marcava o início do nosso trecho pelas estradas com neve. Aqui também dirigi por uma rua chamada Elm Street. Fred Kruegger é pouco né? Depois de passar pelo Vale da Morte, acho que a Elm Street foi a sobremesa…

Foi quando às 9am eu cheguei em Bridgeport, cidade já próxima de Yosemite Park com apenas 817 habitantes. Poucas pessoas, muita neve.

Pensa em ficar um dia inteiro em Las Vegas, andando para lá e para cá, e no final, dirigir 600km de noite em uma freeway que você não conhece. Louco? Eu? E quem é que te disse isso????

… continua!

Cheguei em Williams de noite, estava um frio absurdo. Foi uma surpresa, depois de horas dirigindo no meio do deserto, (por esse e por muitos outros motivos) ter encontrado NEVE no meio do caminho!

Assim como o Cido, eu também nunca tinha visto neve. Quando vimos ela ali, do nosso lado, não deu para segurar né? Paramos o carro no meio do nada no acostamento da freeway, aquele frio do deserto, uma Lua incrível, e fomos correndo pisar na neve. Parecia duas crianças com brinquedo novo. Peguei um pouco na mão, mas estava congelante! Tirei umas fotos rápidas e combinei com ele que na manhã seguinte tiraríamos mais fotos.

Então quando acordamos, arrumamos nossas coisas rumo ao Grand Canyon. Quando abri a porta do hotel, você não vai acreditar: estava nevando! A neve era bem fininha e durou não mais que uns 5 minutos. Caramba, esse seria – para sempre – o dia em que eu vi a neve pela primeira vez. Que felicidade.

Saímos de Williams e fomos direto para o Grand Canyon National Park. Muita neve e muito frio no caminho, eu não estava acreditando. Como que no Grand Canyon, que é um deserto gigante, teria neve? Eu não tinha programado neve pra viagem não viu!? Já estava achando isso lindo…

Chegamos na entrada do parque, o Cido ganhou de uma amiga da Espanha um cartão-passaporte com validade de um ano para TODOS os parques nacionais do país. Me fala se isso não caiu como uma luva?

Entramos no parque, e aqui a gente vê que os Estados Unidos está beeeeeeeeeem a frente do Brasil. Uma estrutura absurda, muito bem organizado, tudo muito bem feito. O parque era praticamente outro estado né, gigante. Mas não mais que o próprio Grand Canyon.

Acho que da entrada do parque até o Grand Canyon mesmo dava mais umas 15 milhas (un 24km). Dentro do parque você tem vários pontos de observação do Grand Canyon, cada um diferente do outro. Escolhi com o Cido uns 3 para a gente ver e depois comcordamos em cair na estrada para chegar ao Marble Canyon de dia ainda. Então fomos para um dos pontos e parei o carro. Andando em direção à borda do Canyon, lá estava ele escondido entre as árvores…

Sabe, eu fiquei realmente de queixo caído, boca aberta. Juro por Deus! Eu não acreditei que meus olhos estavam registrando algo tão majestoso, tão enorme, chega a ser ridículo de tão grande. Nossa, muito emocionante, se eu não estivesse de óculos, ia ter que segurar as lágrimas de forma mais eficiente. Mas é impossível não se emocionar com isso.. Eu nunca vi na minha vida, algo REAL que engane a ótica dos meus olhos. Eram tantos planos e tão longe um do outro, ainda mais com nada em escala para comparar, que os olhos tendem a trazer tudo para um plano só, e tudo isso era real! Parecia uma tela de cinema enorme e em círculo que você não conseguia ver o começo nem o fim. Essa “ilusão de ótica” dava até uma vertigem. Mas é lindo e sem palavras o que é esse Grand Canyon. Bom, dos 3 pontos que decidimos ver, vimos apenas 2 e mesmo assim atrasamos em diversas horas a nossa viagem. Era para ficar umas 2 ou 3 horas aqui no parque, ficamos no mínimo 4. Tiramos muitas fotos, veja os álbuns desse passeio também. No Grand Canyon eu tive oficialmente meu primeiro contato com a neve, meu sonho mais antigo agora realizado. Que gostoso. Fiz até meu bonequinho de neve, o Snowie. Hahaha, veja as fotos dele. Fizemos guerra de neve também, como duas crianças. Mas considerando que estávamos à beira de um precipício, essa guerra foi extremamente efêmera! Hahaha ainda bem né?

Bom, saindo daqui, ainda sem fôlego pela quantidade de coisas lindas que vi, saímos pela entrada que haviamos chegado e teoricamente teríamos que pegar o caminho mais longo para chegar em Las Vegas, que seria nosso próximo destino. Nesse caminho mais longo, haveria o Marble Canyon (Canyon de Mármore). No meio do caminho, passamos por uma cidade chamada Flagstaff. E aqui sim foi de tirar o chapéu (a camisa, a calça e a cueca pra falar a verdade). Florestas cobertas de neve pela Freeway inteira, e de repente todas as árvores somem e a gente dá de cara para um vale e um lago congelado por neve. Uma paisagem completamente branca, cercada de montanhas também cobertas por neve. Aqui, por coincidência, filmei exatamente o momento que saímos da floresta e chegamos nesse “Frozen Valley”. Preciso editar o vídeo, porque o vento deixou o som uma porcaria, e detalhe que a gente estava ouvindo Ópera nesse instante, então imagina o quão especial que foi este momentoi. O Cido mal podia se segurar… Hahaha, ficou besta. Eu, de novo, de queixo caído LITERALMENTE.

Parei o carro e tiramos meia dúzia de fotos e em seguida voltamos para o caminho, mas mesmo assim ainda tive que parar mais algumas vezes porque as paisagens eram lindas demais para simplesmente dirigir por ela, eu tinha que registrar de alguma forma.

Bom, quase 5pm e nada desse Marble Canyon chegar. O Sol estava se pondo já e a freeway era um pouco perigosa para dirigir no escuro, porque era literalmente no meio do deserto, e eram apenas duas faixas: uma para ir e outra para voltar. Não gosto muito de estradas assim, então pisei fundo no acelerador rumo ao Marble Canyon.

Chegamos lá umas 6pm por aí, que pena que já estava escurecendo, mas pudemos ver outro Canyon muito bonito. Nesse, há duas pontes que ligam um lado ao outro, e ali é onde tem a Reserva dos Navajos, povos antigos que habitavam aquela região. Embaixo do Canyon branco e marrom, havia um rio de um verde vivo, o Colorado River. Nossa, demais. Tentamos tirar umas fotos, mas as lentes das câmeras de noite não são tão boas quanto nossos olhos né? Mesmo assim, as fotos que tiramos, estão no álbum.

Saindo de lá umas 8/9pm, nosso próximo destino era Las Vegas!!!!!!!!! E olha, tinha chão na estrada viu….. A gente ainda tinha que sair do Arizona, passar por Utah, voltar para o Arizona, entrar em Nevada e chegar em Vegas.

Pois é, eu não queria dirigir? Bora lá!

Veja no post com o link das fotos o álbum desta viagem que é “Grand Canyon – Marble Canyon”

… continua!